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XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira foi ponto de encontro da mulher advogada


08/12/2017

Mulheres conferência
Marcos da Costa, presidente da OAB SP, em foto com mulheres advogadas durante a XXIII Conferência Nacional

O número de novas inscrições de mulheres na Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil segue ritmo que faz o porcentual de advogadas chegar cada vez mais perto da parcela de advogados paulistas. Em números redondos, a participação feminina nos quadros da OAB SP é de 48%, o que vem refletindo numa participação maior das mulheres nas atividades da entidade de classe, na diretoria, no conselho secional, nas Subseções e nas Comissões temáticas.

Essa presença da mulher advogada foi sentida no maior evento jurídico do planeta, a XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, realizada em São Paulo. O grande público feminino enriqueceu os inúmeros debates que ocorreram com o propósito de fomentar a participação das advogadas no dia a dia da Ordem e na política nacional. “Em um país acentuadamente machista, precisamos como nunca das luzes, da inteligência e da capacidade única da mulher em defesa da dignidade humana. Precisamos ampliar as vias de acesso das mulheres a política”, afirmou Marcos da Costa, presidente da OAB SP.

Um exemplo dos espaços de debates dedicados para a ampliação da participação da mulher advogada foi o Evento Especial nº 24, o 1º Encontro Nacional do Movimento Mais Mulheres na OAB, coordenado por Eduarda Mourão, presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada (CNMA). Uma das expositoras, a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB SP, Kátia Boulos, reforçou a importância da causa. “Mulheres empoderadas dão voz aquelas que ainda vão se empoderar. Ainda vamos engrandecer muito este movimento, que tem o objetivo de unir mulheres advogadas”, explicou. Ao fim do Encontro, houve a assinatura do termo "Por Mais Mulheres na OAB", um documento histórico para a advocacia feminina.

A temática da participação da mulher advogada mereceu ainda a realização do painel nº 6, “Mulher Advogada – Igualdade de gênero”, onde os debates fizeram surgir seis propostas que foram aprovadas por aclamação. Eduarda Mourão, presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, ressaltou que a mulher precisa ocupar o seu espaço, objetivo que vai demandar estratégias. Para saber mais, clique aqui: http://www.oabsp.org.br/noticias/2017/11/advocacia-faz-propostas-pela-igualdade-de-genero-no-pais-e-no-sistema-oab.12099.

“Nas 27 Secionais da OAB temos apenas uma presidente mulher, apesar de representarmos 49% do total de 1 milhão de advogados no país. Isso mostra que a luta por maior presença feminina em cargos de direção da Ordem precisa continuar, mesmo depois da implantação do mínimo de um terço de mulheres nas chapas que concorrem em nossas eleições. Fora da entidade de classe, também é urgente o aumento do número de mulheres na política”, defende Gisele Fleury Charmillot Germano de Lemos.

O encerramento da XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira foi marcado pela outorgada da Medalha Rui Barbosa para Cléa Carpi da Rocha, que passa a ser a primeira mulher a ostentar a maior honraria da Ordem dos Advogados do Brasil. Ao recebê-la, a advogada gaúcha fez um discurso defendendo a maior participação das mulheres na entidade de classe e na política nacional, o Estado Democrático de Direito e as prerrogativas profissionais da advocacia.