A CONTRIBUIÇÃO FEMININA

Luiz Flávio Borges D´Urso

Quero homenagear todas as mulheres, especialmente as advogadas,  neste Dia Internacional da Mulher, na figura da  corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, que recentemente visitou a OAB SP e vem realizando um trabalho de relevância  no Conselho Nacional de Justiça visando o aprimoramento e democratização da Justiça, além da   consolidação da cidadania brasileira.<br /><br />Certamente, o papel reservado para as mulheres nessa etapa da vida nacional é outro. A cada dia,  as mulheres ocupam mais cargos no Executivo, a começar pela presidência da República liderada por Dilma Rousseff. As mulheres vêm demonstrando pendor para enfrentar grandes missões  no interesse público e se sentindo confortáveis e à altura, em cargos de grande responsabilidade.<br /><br />No Judiciário, a presença feminina, embora lentamente, vem crescendo. No Supremo Tribunal Federal, de  11 ministros, há apenas  duas mulheres que ocupam assento naquela corte;  no STJ (Superior Tribunal de Justiça) são 5 ministras mulheres, num total de 26 ministros homens e no TST (Tribunal Superior do Trabalho), também há 5 ministras, entre 27 ministros.<br /><br />Hoje, a corregedora ministra Eliana Calmon afirma que não se deixa intimidar por comportamentos machistas e lembra que, quando assumiu o cargo como primeira ministra do STJ, em 1999, o apoio que recebeu do povo, principalmente das mulheres, foi essencial para que não se intimidasse pelas críticas. Recentemente, a também ministra Carmen Lúcia, do STF, afirmou haver preconceito contra as mulheres até mesmo no Supremo, porque este não seria “lugar para mulher”.<br /><br />Este tipo de crítica de gênero é inaceitável e vem cedendo espaço para o reconhecimento da contribuição feminina na construção de uma sociedade mais justa  e de um país mais igualitário.<br /><br />Viva as mulheres!!!!<br /><br />Luiz Flávio Borges D´Urso é presidente da OAB SP<br />