Construindo a nossa própria história*

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Poucas horas nos separam do fechamento de um dos momentos mais importantes de nossa história. Todos os brasileiros conscientes de seu direito de sufragar nas urnas os nomes de seus candidatos, provavelmente já formaram suas convicções. O eleitorado, integrado ao ideário pátrio, deverá acorrer ao pleito com a disposição de eleger os perfis que considera os melhores para comandar os rumos da nossa República.

Mesmo sob o reconhecimento de que a sociedade está profundamente dividida quanto aos protagonistas da cena eleitoral, a índole de nossa gente clama pelo fechamento do processo eleitoral de forma pacífica e ordeira. Diante da gravidade do momento nacional, em que a intolerância se acirra e o estado de carências de grande parcela da população se agrava, sempre advogamos por uma Pátria justa, humana e igualitária.

O Brasil precisa reencontrar os caminhos do desenvolvimento econômico e social. Esperamos que os eleitos - presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais – sejam inspirados a cumprir metas e programas voltados para o bem-estar da coletividade, desprendendo-se de interesses pessoais e grupais, evitando o ódio que alimenta radicalismos, assumindo as funções de legítimos representantes da sociedade em defesa das verdadeiras demandas da Nação.

Ao lado de proclamar a necessidade de respeito ao resultado do pleito eleitoral, estaremos vigilantes quanto à observância dos preceitos de nossa Constituição por parte dos eleitos, especialmente em relação às garantias fundamentais do cidadão e aos princípios de independência, autonomia e harmonia entre os Poderes, além de contribuir com os nossos esforços pela união de todos os segmentos de nossa sociedade, evitando conflitos, administrando tensões entre grupos, sabedores que a pacificação social será fundamental para que possamos construir o edifício da Cidadania brasileira.

* Marcos da Costa
Presidente da OAB SP