DEBATE SOBRE DESABAMENTO DA ESTAÇÃO DO METRÔ SERÁ NO DIA 31 DE JANEIRO


19/01/2007

Marcado, inicialmente, para 24 de janeiro o debate foi transferido para 31 de janeiro.

     Para compatibilizar a agenda dos participantes, a OAB SP está transferindo para o dia 31 de janeiro o  debate sobre o desabamento da futura  estação do metrô de Pinheiros, considerado o maior acidente do gênero da cidade de São Paulo, anteriormente marcado para 24 de janeiro. O horário permanece o mesmo - 10 horas.  O evento terá coordenação do  conselheiro seccional,  Carlos Alberto Maluf Sanseverino. O encontro vai reunir autoridades do Judiciário e do Executivo, além de especialistas. Segundo o presidente da OAB SP,  Luiz Flávio Borges D´Urso, toda população busca “ respostas  que possam trazer tranqüilidade às famílias que perderam seus entes queridos, que foram desalojadas de suas casas e aos que temem por sua segurança ao se deslocar pela cidade”.

     Ocorrido na sexta-feira passada (12/1), o desabamento no canteiro de obras da Estação Pinheiros da Linha 4, na zona oeste de SP - além dos enormes danos materiais, destruição do poço de serviços das obras, soterramento de veículos e a demolição de imóveis vizinhos -  deixou o trágico saldo de seis pessoas mortas. Embora as buscas tenham sido suspensas pelo Corpo de Bombeiros da capital, cogita-se ainda a existência de uma sétima vítima, que se confirmada, piora ainda mais o balanço do acidente.

    Passado o período mais delicado da tragédia, quando todas as forças da sociedade são canalizadas para a busca das vítimas do soterramento, chega a hora de discutir responsabilidades e as conseqüências do acidente para o sistema de transportes da cidade e para a vida dos seus moradores. O secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, José Luís Portella, afirmou que acidentes podem ser causados por fatalidade, imperícia, negligência, imprudência ou sabotagem. Qual teria sido a causa da tragédia de São Paulo? “São essas questões que queremos debater com os participantes do encontro na OAB-SP”, ressalta D’Urso.

    Existe questionamento sobre a modalidade de contrato que rege a construção da Linha 4 do Metrô de São Paulo. O secretário Portella explicou que se trata de contrato do tipo “turn key”, exigência do Banco Mundial (Bird), um dos organismos financiadores da obra, e que as cláusulas não impedem a fiscalização

   A decisão dos engenheiros responsáveis de dar continuidade ao trabalho com detonação de explosivos, mesmo depois de constatado o rebaixamento do terreno vem sendo questionada por técnicos que trabalham com o governador José Serra. Na análise deles, mesmo que não sejam a causa principal, as explosões podem ter contribuído para o desabamento de parte das obras da Estação, que levou milhões de toneladas de terra e entulho para o fundo cratera, com cerca de 40 metros, incluindo as seis vítimas fatais, sendo que apenas uma – o motorista de um caminhão – tinha relação com a obra. Entre os mortos, estava a bacharel em Direito, Valéria Alves Marmit, que iria prestar Exame de Ordem neste domingo (21/1).