Rossi defende ampliação da anistia fiscal no Debate da OAB.


02/09/1998

Rossi defende ampliação da anistia fiscal no Debate da OAB.

Com recorde de público, o candidato Francisco Rossi (PDT) participou nesta terça-feira, dia 1 de setembro, do terceiro Debate do ciclo que a OAB-SP vem promovendo com os candidatos ao governo do Estado. O evento foi aberto pelo presidente da Ordem, Rubens Approbato Machado e coordenado pelo conselheiro José Yunes.

Rossi propôs, como alternativa para recuperar a capacidade de investimento do Estado, uma ampliação da anistia fiscal que, segundo seus cálculos, viabilizaria uma arrecadação de R$ 100 milhões/Mês. Com esta fonte de recursos, Rossi espera poder tomar medidas de caráter emergencial, caso se eleja, como gerar 1 milhão de empregos, melhorar a saúde pública e criar escolas de período integral. Segundo Rossi, o próximo governador não vai ter o direito de errar e terá de aumentar a receita e reduzir despesas.

Endossando a linha anti-privatista do PDT, Rossi considerou que há algo de perverso na atual privatização das estradas paulistas. Ironizou que Covas prometeu construir áreas de lazer para os caminhoneiros e tudo o que conseguiu foi criar mais de 50 pedágios. Rossi prometeu rever o projeto de concessão das estradas, porque acredita que só o usuário vem sendo penalizado. Também pretende construir um Ferroanel, entre as vias ou ao lado do Rodoanel, com interligação com o Metrô.

Durante a exposição de suas metas de governo, Rossi fez continuadas críticas ao governo Covas, principalmente quando à renegociação da rolagem da dívida do Estado. “Foi feita de forma tão justa, que acabou com qualquer possibilidade de que o próximo governador possa fazer investimentos”, ressaltou. Também lembrou , a partir de pergunta do presidente Approbato, que embora o governo Covas afirme ter colocado as finanças do Estado em dia, não vem conseguindo pagar os precatórios. “Como advogado, considero isto uma violência. Há que se criar uma engenharia financeira para pagar”, disse.

As críticas ao governo de Mário Covas não terminaram na questão financeira. Segundo Rossi, o governo Covas “ foi acanhado e pensou pequenininho. Sua vocação é para o Legislativo, onde foi grande senador. Como governador deixou a desejar”. A despeito das críticas, Rossi, não descartou a possibilidade de apoio, no segundo turno, e de formar um governo de coalizão com Covas, Quércia ou Marta.

Rossi também respondeu ao uso que a campanha malufista vem fazendo de sua declaração de que é eleitor de Lula. Lembrou que Maluf tem 28 spots comerciais e ele apenas 4 e que o horário eleitoral, hoje, se baseia na subversão de valores, no trabalho de marqueteiros e na lavagem cerebral pela repetição. “Não adianta grande volume de propaganda, quando o produto é ruim. Já temos um terço do horário eleitoral cumprido e o Paulo Maluf continua patinando”, afirmou Rossi.