Ato repudia posição dos EUA


08/05/2001

Ato repudia posição dos EUA

O ato público promovido pela Comissão do Meio Ambiente da OAB-SP, dia 3 de maio, no auditório Walter Maria Laudísio, na CAASP, em repúdio à postura do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que decidiu não cumprir os compromissos previstos no Protocolo de Kyoto, firmado em 1997, e assinado pelo seu antecessor, Bill Clinton, reuniu entidades ambientalistas e autoridades preocupadas com a questão ambiental.

Durante o evento, o presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB-SP, Márcio Cammarosano, elaborou uma carta pedindo a reconsideração de Bush, quanto à postura dos EUA, já que os EUA são considerados o maior emissor de gases estufas do mundo. “Vamos enviar esta carta para a embaixada norte-americana e a todas as autoridades nacionais, para iniciarmos uma manifestação e evitarmos que o meio ambiente seja mais prejudicado”, garantiu.

De acordo com Cammarosano, muitos países estão começando a reconsiderar o Protocolo de Kyoto, pois alegam que se os EUA não cooperar não há motivo para eles continuarem controlando a emissão de poluentes, porque será uma luta em vão.

Segundo o presidente da Comissão, essa atitude de Bush é impensada ou muito oportunista, considerando que a campanha do presidente norte-americano foi financiada por empresas petrolíferas. “É muito estranho uma grande potência como os EUA não lutar por questões relacionadas a vida mundial. Ele precisa assumir a postura de estadista do maior país do mundo, que tem como objetivo preservar a vida humana, e não agir como um cidadão com atitudes próprias”, diz Cammarosano.

De acordo com a secretária geral da Comissão do Meio Ambiente da OAB-SP, Daniela Campos Libório Di Sarno, a indignação pela atitude de Bush é mundial. “Até a semana passada o presidente norte-americano recebeu 50 mil e-mails desaprovando a sua posição. A manifestação foi tão grande que a rede da Casa Branca chegou a ficar congestionada”, comentou.

A Comissão espera marcar novas reuniões para debater as questões ambientais mundiais e mostrar à população, que a preservação é a maior saída para evitar desastres futuros. "Não podemos cruzar os braços diante de um problema que atinge a população mundial. Esperamos com esse manifesto plantar uma semente de conscientização nas autoridades e na população sobre a gravidade da emissão excessiva de poluentes e da necessidade de agirmos logo", avaliou a secretaria.

Mais informações pelo telefone 3105-0465 e 239-5122, ramal 224