OAB-SP acompanha rebelião no CDP de Osasco


26/07/2001

OAB-SP acompanha rebelião no CDP de Osasco

Representantes da OAB-SP acompanharam, hoje, a rebelião no Centro de Detenção Provisória 2 (CDP) de Osasco, onde os presos se amotinaram. " Fomos impedidos de acompanhar a revista da PM e temíamos uma reação violenta à entrada da Tropa de Choque", afirma o advogado Álvaro de Oliveira, representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP.

Álvaro de Oliveira também chama a atenção para uma das reivindicações dos presos - a saída do diretor do presídio Itamar Rabaneira, por abuso de poder. " Este diretor já foi transferido de outra unidade pelo mesmo problema", ressalta Oliveira, que também atestou tratamento violento contra os parentes dos presos, que ocorrem ao locam na tentativa de obterem informações.

A situação no CDP foi controlada, mas a rebelião que teria começado com uma briga entre os presos, deixou três presos mortos. "A OAB-SP vai entrar com uma representação junto à Corregedoria da Polícia para que se apure a violência registrada contra parentes de presos e advogados e também quer acompanhar o inquérito para saber se os procedimentos adotados pela Secretaria de Administração Penitenciária foram adequados", afirma o presidente da Comissão de Direitos Humanos, João José Sady.

Mais informações, na Assessoria de Imprensa da OAB-SP, pelos telefones 3105-0465 e 239-5122, ramal 224.