OAB-SP CONDENA TERRORISMO


11/09/2001

OAB-SP CONDENA TERRORISMO

A Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de São Paulo, fazendo coro às manifestações de consternação e estupor de toda a comunidade mundial, em face dos monumentais atentados terroristas ocorridos, hoje, nos Estados Unidos, expressa a sua mais veemente condenação à prática de violência, motivada por quaisquer causas e desenvolvidas por grupos e setores de qualquer organização e país. É inadmissível que a Humanidade, no começo do Terceiro Milênio, quando o conhecimento científico alcança uma condição de domínio tecnológico capaz de administrar e vencer alguns dos mais terríveis males do planeta, ainda presencie atos que se assemelham aos piores momentos do início da civilização. A violência gera a violência, promovendo uma cadeia interminável de situações que degradam a vida humana e o ideal comum das Nações, de encontrar a medida justa para o bem estar das coletividades e a paz universal.

A OAB-SP se solidariza com o povo norte-americano neste momento de dor . A intolerância do terrorismo vem se constituindo em um dos grandes males da humanidade, porque torna a convivência entre os seres humanos um ideal impossível de ser concretizado. O terrorismo, fenômeno que surgiu no século passado e que está em contínua ascensão, desafia o Poder Estatal em garantir a ordem e a vida dos cidadãos, uma vez que seus atos desconhecem limites humanitários. São grupos organizados que colocam em ação a engrenagem monstruosa de cartas-bombas, carros-bombas, homens-bombas e, agora, de várias ações terroristas simultâneas, utilizando vários aviões sequestrados e fazendo milhares de vítimas inocentes. Não se conhece o limite para os artífices do terror. Mas, ao contrário do que dizem, não há nobreza em suas causas. Na verdade, visam a intimidação, cujo objetivo último é matar e destruir. Depois da devastação desse “setembro de terror”, que atingiu toda a Nação norte-americana, o mundo jamais será o mesmo. O flagelo do terrorismo, que já mergulhou muitos países na guerra civil, mostrou desconhecer fronteiras e dimensões. Urge derrotar o terrorismo, porém sem deixar de preservar a ótica fundamental de buscar caminhos que evitem a intensificação de confrontos e a conflagração entre povos e países.

Carlos Miguel Aidar
Presidente da OAB-SP