Comissão de Direitos Humanos Acompanha Rebelião no 9 DP


15/10/2001

Direitos Humanos Acompanha Rebelião no 9 DP

A Comissão de Direito Humanos da OAB-SP , representada pelo advogado Antonio Everton de Souza, acompanhou a rebelião que aconteceu nesta segunda-feira, no 9Distrito Policial (Carandiru) na Capital, e participou das negociações com os presos rebelados, encaminhada pelo juiz corregedor Maurício Lemos Porto.
Segundo o advogado Antonio Everton, os presos reclamavam de que as visitas eram cerceadas e que sofriam torturas. “Agiram, contudo, com violência injustificada contra os três presos que foram mortos”, afirma Antonio Everton. A situação, de acordo com advogado, continua tensa em decorrência das mortes e da violência deferida contra o carcereiro, transformado em refém e libertado nas negociações.

Para a OAB-SP, a morte de três presos pelos próprios colegas durante rebelião no 9  DP é mais um episódio dramático ligado à superlotação das carceragens dos DPs de São Paulo. “ As carceragens, com capacidade de hospedagem quintuplicada para além de sua capacidade, têm implicado em prejuízo aos direitos mínimos dos encarcerados. Em conseqüência, cada uma é um barril de pólvora em situação de permanente instabilidade, resultando em periódicas insurreições carcerárias, que deixam gravíssimo saldo em vidas humanas perdidas”, analisa o presidente da OAB-SP, Carlos Miguel Aidar. Na opinião do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem, João José Sady, a rebelião de hoje, com três mortos, demonstra a urgência das denúncias que a Comissão de Direitos Humanos vem fazendo há meses contra a superlotação nos distritos paulistas.
Mais informações, na Assessoria de Imprensa da OAB-SP pelos telefones 3241-5122 ou 3105-0465.