CBEE explica contratação de energia emergencial à OAB-SP


23/04/2002

CBEE explica energia emergencial à OAB-SP

Durante a reunião promovida hoje (23), na sede da OAB SP, entre o presidente da OAB-SP, Carlos Miguel Aidar,o presidente da Comissão de Acompanhamento de Concessões de Serviços Públicos, Paulo José Nogueira da Cunha, o presidente da Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial, Mario Dias Miranda, e o consultor jurídico da CBEE, Gilson Alberto Nascimento, a empresa explicou para a Ordem que a contratação das usinas termoelétricas para fornecer energia emergencial se justificava diante do quadro de estiagem que atravessava o país, no ano passado. “Sem dúvida, a crise exigia uma tomada de decisão. No entanto, o cenário mudou, com os reservatórios apresentando níveis normais atualmente. Por isso, a contratação não se justifica mais”, diz Aidar.

O presidente a OAB-SP espera que a contratação de energia emergencial, que é por prazo limitado - até 2005, não se torne uma futura CPMF, que também foi criada para vigorar durante prazo limitado, mas vem sendo recolhida de forma continuada. “ A exemplo da CPMF, a energia emergencial e seu custo administrativo vai sair apenas do bolso do consumidor final”, afirma Aidar.
No entender da Ordem, os recursos de R$ 6,7 bilhões, que serão gastos com a locação de energia elétrica emergencial, que só deve ser utilizada no final do ano, quando os rios começarão a baixar, já está refletindo no bolso do consumidor final através do seguro-apagão. Para a OAB-SP, a melhor opção para o Brasil seria adquirir termogeradores com capacidade de 5.583MW, que funcionariam por 40 anos, adicionando de forma definitiva ao sistema 2,6% a mais de energia do que o previsto nessa locação de 3,5 anos. Ou o país teria, ainda, a opção de construir hidroelétricas, não poluentes, com capacidade geradora de 2.000 MW.

Mais informações, na Assessoria de Imprensa da OAB-SP, pelos telefones 3241-5122, ramal 224 e 3105-0465.