CDH teme por segurança de preso


30/01/2003

CDH teme por segurança de preso

O coordenador da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB SP, João José Sady, oficiou ao secretário de Estado da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, sobre a denúncia de que oito presos correm risco de vida no Centro de Detenção Provisória de Parelheiros. A informação foi dada pelo pai de um dos detentos, Alcides Diniz Medeiros, após saber que seu filho, Alexandre, estaria fisicamente fragilizado e sem comer desde que foi transferido de Diadema para o Regime de Observação do CDP, no dia 10 de janeiro.
Segundo relatos de Medeiros, seu filho foi considerado integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), por uma facção rival e, por isso, estaria sendo ameaçado de morte junto com os outros detentos. O problema é que Alexandre foi transferido junto com esses “supostos membros do PCC” e, como os demais presos da cela estariam fazendo greve de fome para pedir segurança e garantia de vida, Alexandre teve que aderir à manifestação.
O pai ficou sabendo do incidente por uma advogada que entrou no local, a seu pedido, e constatou o estado de Alexandre. A solicitação aconteceu porque a família ainda não tinha sido informada sobre os dias de visita. Na ocasião, o detento relatou que alguns carcereiros deixaram as trancas das celas abertas para facilitar a entrada dos presos da outra facção ao Regime de Observação, aumentando a tensão no local.
Medeiros garante que o filho não pertence a nenhuma facção e pediu o apoio da CDH da OAB SP para que ele consiga ser transferido ou mudar de Ala. Em seu relatório, ele justificou: “Sei que o meu filho deve pagar pelo que fez à Justiça, mas não com a sentença de morte perpetrada por outros criminosos”. Medeiros encerrou o documento pedindo para que fossem tomadas as devidas providências e que fossem preservadas as vidas dos presos. No ofício, Sady pediu ao secretário a apuração dos fatos e a proteção dos presos relacionados no documento, caso seja constatada a existência do risco de vida dos detentos.

Mais informações na Assessoria de Imprensa da OAB SP, pelos telefones