OAB SP CLASSIFICA COMO MARCO DA BARBÁRIE CHACINA DE MORADORES DE RUA


19/08/2004

OAB SP CLASSIFICA COMO MARCO DA BARBÁRIE CHACINA DE MORADORES DE RUA

“A OAB SP repudia, com veemência, a violência inominável que vitimou três moradores de rua na última madrugada no centro da cidade e causou ferimentos em outros, constituindo-se em um infeliz marco da barbárie. Essa conduta desumana, dotada de requintes de crueldade, torna-se a manifestação mais grave da violência urbana, gerando uma situação de terror contra um dos grupos mais fragilizados da sociedade – os moradores de rua”. Esta foi a declaração do presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso sobre os crimes. D´Urso determinou que à Comissão de Direitos Humanos da Ordem acompanhe as investigações.

Para o presidente da OAB SP, a sociedade deve mais uma vez mostrar toda a sua indignação frente a estes crimes bárbaros, que seguem em direção oposta ao processo civilizatório. “Não podemos aceitar que um só cidadão seja submetido à violência dos carrascos de plantão. Devemos mostrar nossa perplexidade mais uma vez diante da brutalidade desmedida e, ao que tudo indica, desmotivada e gratuita”, afirmou.

Segundo o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB SP , Hédio Silva Jr - que acompanhará as investigações – o grau de violência desses crimes é alarmante. “São inomináveis, bestiais e necessitam de apuração exemplar para que a própria sociedade consiga aplacar seu sentimento de indignação, de impotência e de ânsia de Justiça, a exemplo do que aconteceu em outros episódios de igual impacto sobre a opinião pública. Caso da Chacina da Candelária, no Rio de Janeiro, em 1993, na qual morreram oito jovens. E, também, lembra a barbárie da morte do índio pataxó, Galdino Jesus dos Santos, vítima de cinco rapazes de classe média alta de Brasília que atearam fogo nele, enquanto dormia no banco de uma parada de ônibus, em 2001”, afirmou Hédio, que manteve contato hoje com a Secretaria de Segurança Pública e agendou visita ao DHPP, para amanhã.

Mais informações, na Assessoria de Imprensa da OAB SP, pelos telefones 3291-8175/82.