D´URSO DEFENDE INSTITUIÇÕES EM CONGRESSO DE TRABALHADORES


03/08/2005

D´URSO DEFENDE INSTITUIÇÕES EM CONGRESSO DE TRABALHADORES

“ A crise política reclama a atenção de todos vocês, trabalhadores.Ao lado da questão sindical, da reforma trabalhista, deve haver espaço para a reflexão sobre transparência e investigação aprofundada das denúncias em curso. Os acusados não podem ser confundidos com as instituições – sejam do Legislativo, Executivo ou até do Judiciário. Precisamos fortalecer as instituições, porque elas estão na base da democracia.A Constituição federal diz que o poder emana do povo e este poder hoje são vocês, são os trabalhadores brasileiros”. Este foi o início do discurso que o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, fez na abertura do 5 Congresso da Força Trabalhista, no Centro de Convenções da Praia Grande, nesta terça-feira (2/8), para cerca de 3 mil participantes.

A sessão de abertura do Congresso contou com a participação do governador Geraldo Alckmin; do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, do vice-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; do senador Roberto Freire; do governador de Alagoas, Ronaldo Lessa; do presidente da Fiesp, Paulo Skaff, do presidente da Bovespa, Raymundo Magiliano, da ACSP, Guilherme Afif Domingos, entre outros representantes da sociedade civil, do movimento sindical e políticos.

D´Urso também fez referência à necessidade de todos os segmentos da população estarem em juntos, unidos neste momento de crise política. " É importante que seja punido, quem precisa ser punido e preservado, quem precisa ser preservado, mantendo-se a plena democracia no Brasil", afirmou. Para o presidente da OAB SP, é prematuro falar sobre um possível impeachment do presidente da República, mas não descarta que a crise possa atingir o Planalto. Ele também comentou sobre os poderes das CPIs, que são similares aos da Magistratura. “ Até o momento só ouvimos depoimentos, com acusaões e controvérsias. As provas, que podem condenar, ainda vão depender do exame dos documentos em poder das Comissões Parlamentar de Inquérito”, ponderou.