D´Urso defende prerrogativas da advocacia em Sergipe


28/07/2006

A ética esteve entre as principais preocupações da Reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais , que acontece em Aracaju (SE).

 

 Nesta sexta-feira (28/7), na reunião do  Colégio de Presidentes de Conselhos Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, que acontece em Aracaju (SE), o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, pretende  comentar as críticas desferidas contra a  Advocacia brasileira, especialmente quando ao aspecto ético. “Enquanto advogados, estamos sendo objetos de intenso e gratuito bombardeio. Como já presenciamos no ciclo dos anos de chumbo, quando éramos alvos prediletos para os ditadores de plantão expropriarem a cidadania e achincalharem a democracia, hoje ressurgem os ataques aos advogados e à nossa Instituição”, pondera D´Urso.

 

Para o presidente da OAB SP,  não é à toa que esses ataques se inserem em um quadro de desordem, violência e insegurança crescentes nas principais cidades brasileiras. “As autoridades tentam desviar a atenção da sociedade e disfarçar sua ineficiência no combate ao crime transferindo para terceiros, no caso, os advogados, parte da responsabilidade pela incapacidade em manter a paz social. Quando temos uma lista com 33 nomes de advogados,  encaminhada pela CPI do Tráfico de Armas, com susposto envolvimento com o crime organizado, estamos falando de exceções, que se apresentam em todas as categorias”, destaca.

 

D´Urso pretende criticar, ainda,  a forma como os advogados vêm sendo tratados pela mídia.  “Diz-se abertamente que advogado de bandido, bandido é. Acusam advogados de serem portadores de celulares e até de armas para os presos. O advogado nunca foi tão acusado e denunciado como criminoso como nesses tempos de crise política em que vive o País. O papel do advogado é fazer a defesa do acusado, um direito constitucional que independe do delito cometido, papel esse tão importante quanto o dos juízes e promotores no objetivo comum de se fazer justiça, garantindo um julgamento justo a partir do devido processo legal”, pondera o presidente.