FORMAÇÃO DO CONSUMIDOR CONSCIENTE


15/03/2007

Luiz Flávio Borges D´Urso, presidente da Seccional Paulista da OAB SP.

Nesta relevante data, Dia Internacional do Consumidor e aniversário do Código Brasileiro do Consumidor, temos muito a refletir sobre o novo perfil do consumo e do consumidor no Brasil. Aconteceram mudanças marcantes nestas duas últimas décadas na relação entre o produtor, o produto e o consumidor, mas ainda precisamos ir mais longe para atingir de fato o rótulo de consumidor consciente.

 

No consumo sustentável interagem as correntes sociais, econômicas, financeiras e ambientais  na busca do equilíbrio. Nada é fácil, mas todos estamos nesta arena na luta por uma sociedade mais equilibrada, mais justa e ciente de suas responsabilidades.

 

O contingente de consumidor consciente ainda mostra-se pequeno em relação à massa consumidora, mas tende a crescer de forma mais célere se forem tomadas medidas educacionais e adotadas políticas públicas de conscientização. Diferentemente de décadas passadas, o novo consumidor está receptivo aos modernos ideais de consumo e já questiona com relativa freqüência suas reais necessidades de aquisição de um produto ou de um serviço e seus antecedentes socioambientais.

 

O consumidor precisa averiguar todo o processo produtivo, desde a origem até o ponto de venda – se as matérias-primas foram obtidas respeitando-se o meio ambiente, sobre os gastos de energia para a sua produção; se os processos produtivos seguiram os preceitos da decência respeitando os direitos dos trabalhadores. Mas -  acima de tudo - questionar a fundo  a destinação dos resíduos e privilegiar produtos que possam se enquadrar nos processos de reuso e reciclagem, a garantir a qualidade de vida das gerações futuras.