ARTIGO: IMPORTÂNCIA DA BANDEIRA


03/04/2007

Cláudio Bini

 

Li, recentemente, no Jornal de Piracicaba, um bem colocado artigo do colega advogado João Baptista de Souza Negreiros Athayde, onde, ao mencionar a presença de uma bandeira nacional hasteada à frente de um escritório de advocacia, exortava o civismo já tão esquecido no nosso dia-a-dia.

 

Fez-me lembrar dos tempos do DOM BOSCO de Americana, onde cursei a escola fundamental, quando em épocas de acentuado civismo , em comemorações, saíamos às ruas desfilando com os uniformes das escolas, com as fanfarras, com direito a público, fechamento de ruas, presença de autoridades, etc., e quando, ao ouvirmos o hino nacional, dava-nos um sentimento de presença de uma “pátria amada Brasil !!!”.

 

Senti, realmente, que não estava sozinho nos meus pensamentos, ao perceber que todos guardamos, dentro de nós um pouco da chama do civismo, do brasileirismo.

 

Não é sem sentido, pois, que alguns brasileiros sintam-se hoje com a enorme vontade de voltar ao civismo, para tentar resgatar, quem sabe aos poucos, aquele sentimento maior.

 

A chama do civismo deveria ser diuturnamente relembrada e incentivada nos bancos escolares. Já houve época em que jogar pela seleção brasileira de futebol era uma honra, não havendo necessidade de quaisquer outros pagamentos senão apenas a medalha ou o troféu. Hoje, jogar na seleção brasileira de futebol representa apenas contratos milionários ... Não será isso talvez, a falta de civismo ??

 

Pois bem. Quando alguém toma uma atitude de levantar uma bandeira, no caso a bandeira que representa não só a pátria,  o civismo, mas muito além disso, a esperança, a grandiosidade de uma nação, a exortação a colocarmo-nos de pé diante das dificuldades, esse alguém terá, no mínimo, que ser aplaudido. Não importa de onde venha.

 

Aliás, dia desses, conversando com o colega Athayde, convenceu-nos ele da necessidade dos pequenos gestos. Afinal de contas, se todos concordamos com isso, porque não fazermos a nossa parte ?

 

Ademais, não podemos descartar uma idéia só porque não foi nossa. Já estamos cheios de projetos mal acabados ou deixados para traz apenas porque não foi idéia de um grupo ou não partiu de um grupo. Vamos deixar disso. Mãos à obra.