POSSE E PREMIAÇÃO DA COMISSÃO DE RESGATE DA MEMÓRIA


11/07/2007

Depois da premiar os vencedores do Concurso de Monografia, a Comissão divulgou novos projetos, como Centro de memória e livro da história da OAB SP.

Na antevéspera das comemorações dos 75 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, na sexta-feira (6/7), a advocacia paulista reuniu-se na sede da OAB-SP para reverenciar uma das mais importantes datas da história de São Paulo. No mesmo evento, foram empossados os membros da Comissão de Resgate da Memória da OAB-SP, que com presidente conselheiro Fábio Marcos Bernardes Trombetti, e vice-presidente, Marcos Lessa; e anunciados os vencedores do ‘Concurso de Monografia Revolução Constitucionalista de 1932’, criado pela Ordem paulista, em parceria com a Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, que teve 32 trabalhos inscritos. Foram declamados poemas dos poetas paulistas Guilherme de Almeida e Paulo Bonfim, e anunciados novos projetos de resgate da memória da OAB-SP, que inclui o lançamento de um selo comemorativo aos 75 anos da OAB-SP, a inauguração de um Centro da Memória da Ordem e a publicação de um livro da história da entidade desde a sua fundação.

 

Os prêmios foram outorgados pelo presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, e pelo capitão Gino Struffaldi, combatente nas trincheiras de 1932 e na Segunda Guerra Mundial, que hoje preside da Sociedade de Veteranos da Revolução. O prêmio ficou com o advogado Eduardo Domingos Botallo, 69 anos de idade e 45 anos de advocacia, com o trabalho ‘Cartas de um combatente’. Sílvia Maria de Paula Nascimento conquistou a segunda posição com o trabalho ‘Revolução Constitucionalista: aspectos históricos e jurídicos’. O terceiro lugar coube a Rita de Cássia Becca Sakai com o trabalho ‘A participação do povo paulista analisada sob o histórico compassivo’. Além de diploma e Medalha Constitucionalista Governador Pedro de Toledo, os três primeiros classificados receberam premiação em dinheiro no R$ 3 mil, R$ 2 mi e R$ 1 mil, respectivamente.

 

Emocionado, o vencedor Botallo afirmou que o prêmio, na verdade, cabe a sua família porque, a rigor, ele se limitou a trazer para o papel as cartas de um tio, que foi voluntário de 32. “Era filho de operários e imigrantes italianos, que viveram em São Paulo com amor imenso a essa terra e que de certa forma tornou-se o herói da nossa família. Meu tio se alistou no primeiro dia da Revolução, tendo sido promovido duas vezes em campanha, chegando a terceiro sargento e, durante o período que esteve no Vale do Paraíba combatendo por São Paulo, escreveu e recebeu de volta da família uma série de cartas, que são documento maravilhoso a respeito do espírito do povo paulista naqueles dias. Eu me limitei a costurar essas cartas e dar-lhes uma moldura em torno de um contexto histórico”, ressaltou Botallo.

 

Posse

 

No evento, o presidente Luiz Flávio Borges empossou os membros da Comissão de Regaste da Memória da OAB-SP, destacando a importância de uma cerimônia evocativa aos ideais da Revolução de 1932, além de reafirmar a importância do certame, que apresentou altíssima qualidade dos trabalhos de pesquisa e elaboração dos 32 concorrentes, trazendo novos detalhes e novos dados sobre guerra civil brasileira, como o enfoque das cartas escritas por combatente.

 

“Faz parte da história gloriosa da advocacia paulista. Entre muitos projetos que se apresentaram necessários, está esse de resgatar e difundir a memória da OAB paulista que, como a Revolução Constitucionalista, está completando 75 anos de páginas históricas, que precisam estar ao alcance do jovem advogado e dos estudantes de direito e que essa história possa ser eternizar servindo de inspiração a todos que abracem a profissão e ideais de justiça, de justiça e de liberdade”, disse D’Urso.

 

D’Urso ressaltou ainda o trabalho realizado pela Comissão de Resgate da Memória, na gestão passada, sob a presidência do conselheiro Fábio Trombetti, reconduzido no cargo. “Trata-se de um trabalho de cidadania e de patriotismo. Muito da história da Ordem se perdeu, lamentavelmente, por conta do tratamento dispensado aos arquivos da advocacia paulista, um acervo histórico que jamais será recuperado”. O presidente anunciou também que nove telas pintadas a óleo de ex-presidentes da OAB-SP, encontradas recentemente esquecidas num teto de gesso, serão restauradas e, em breve, serão expostas no Museu da OAB-SP.

 

Fábio Trombetti, destacou a importância do “evento que revigora, resgata e pretende trazer novamente ao conhecimento de todos o Movimento de 32, que durou apenas três meses, mas que se tornou um dos marcos da história paulista e o apoio institucional à produção do filme SP-32, que deverá ser rodado brevemente com patrocínio da Lei Roanet”. O presidente da Comissão também abordou o projeto de construção do Centro da Memória da OAB-SP, que funcionará na Seda Anchieta da entidade, que será uma fonte de referência e pesquisa.

 

Participaram também da mesa de trabalhos, o conselheiro seccional e diretor do Departamento de Cultura e Eventos da OAB-SP, Umberto Luiz Borges D’Urso; a professora Donata Barros, ouvidora da PUC-SP, representando a reitora Maura Bicudo Véras; o diretor da CAASP e presidente da Comissão de Fiscalização do Serviço Público da OAB-SP, Anis Kfouri Júnior; coronel PM Antonio Carlos Mendes, vice-presidente da Diretoria executiva da Sociedade Veteranos de 32; coronel PM Mario Fonseca Ventura, primeiro secretário da Diretoria executiva da Sociedade Veteranos de 32; Carlos Alberto Maciel Romagnoli, diretor jurídico da Diretoria executiva da Comissão Veteranos de 32; Janaina Exposito Pinto, presidente do Núcleo Guarulhos da Sociedade Veteranos de 32, sendo os dois últimos também membros da Comissão de Resgate da Memória; Eli Alves da Silva, conselheiro Seccional; e Solange Amorim Coelho, presidente da Subsecção do Jabaquara; Djalma da Silveira Allegro, secretário-geral da CAASP (gestão 2004-2006).