JOVEM ADVOGADO DEBATE INCLUSÃO PROFISSIONAL


08/10/2007

O futuro da advocacia de São Paulo reuniu-se, nesta sexta-feira (5/10), na sede da OAB-SP, no Encontro Estadual de Presidentes das Comissões do Jovem Advogado das Subsecções da Ordem paulista. O evento dividiu-se em duas partes. Pela manhã, além da abertura realizada pelo presidente da CJA da Seccional, Hélio Gustavo Alves, houve apresentação das atividades e propostas das coordenadorias do CJA. O evento, que teve promoção da CJA com o apoio do Departamento de Cultura e Eventos da OAB-SP, foi encerrado pelo presidente da OAB-SP – Luiz Flávio Borges D’Urso, que ressaltou a importância da participação do jovem profissional nos debates acerca da carreira e na rotina político-corporativa da entidade.

 

No período vespertino, a mesa de trabalhos teve a presidência do coordenador da Coordenadoria de Defesa do Consumidor da CJA, Bruno Boris, e foram apresentados os trabalhos desenvolvidos por diversas coordenadorias da CJA aos presidentes e representantes das CJA das Subsecções presentes, além de discussão dos temas que serão abordados no Encontro Estadual do Jovem Advogado.

 

A coordenadora da Coordenadoria de Cidadania, Ação e Integração Social, Daniela Ossani de Oliveira, destacou a importância de incentivar o voluntariado entre os jovens advogados e conscientizá-los do papel social que os advogados exercem perante a sociedade, que acaba sendo a ponte entre o jurisdicionado e o Poder Judiciário. “Somos formadores de opinião e a sociedade sempre quer ouvir um advogado. Por isso, é importante que o advogado iniciante esteja preparado para atender aos questionamentos, independente da área de atuação. O cidadão espera isso do advogado”, destacou Daniela de Oliveira.

 

Daniela Oliveira destaca que a Coordenadoria mantém representante na Comissão Estadual de Polícia Comunitária, que deve firmar, em breve, convênio para desburocratização de eventos em comunidades carentes, realizados entre a Ordem e a Polícia Militar de São Paulo. “Com o convênio, vamos resolver os entraves com um simples telefonema”, diz a coordenadora, ressaltando as negociações entre a CJA e organizações não-governamentais para divulgar formas de acesso do jovem carente ao ensino superior, além da produção de um guia prático da cidadania com todos os direitos, desde o nascituro ao funeral, e onde a população carente pode buscar ajuda, como os escritórios experimentais de universidades e Defensoria Pública.

 

Valdemir Lucena de Araújo, coordenador da Coordenadoria de Direito e Processo Penal, as atividades desenvolvidas pelo grupo, como o júri simulado, que tem excelente acolhida dos jovens advogados, uma vez que essa questão, além de ser complexa, não é muito discutida nos cursos de graduação, gerando falha na formação do profissional. Lucena também apresentou um projeto, em estudo, que pretende promover viagens a Brasília, para que os jovens advogados tenham a oportunidade de conhecer instâncias importantes para a profissão, como o Congresso Nacional, o Conselho Federal da OAB, STF e STJ, entre outros.

 

Em São Paulo, as visitas monitoradas abrangerão o Instituto Médico Legal, Centros de Detenção Provisória, Museu do Crime da Academia de Polícias e cartórios de varas criminais. “O profissional deve saber com tudo isso funciona, saber como proceder num ambiente destas porque fazem parte da rotina do advogado”, diz Lucena, que também reclama da falta da disciplina de oratória nas faculdades, o que gera dificuldade para o jovem advogado falar em público e expressar bem suas teses e idéias.

 

“Em todos os encontros da Coordenadoria, uma ou duas vezes por mês, os membros proferem uma mini palestra com o intuito de desinibir o jovem advogado, porque um grande número tem dificuldade de falar em público. Isso pe normal porque não temos oratória nas faculdades, que embora importante está esquecida. Numa palestra de 10, 15 minutos é possível perceber como a prática de falar bem torna-se um desafio”, diz Lucena.

 

Lara Dourado e Raquel Puertas expuseram as atividades desenvolvidas pela Coordenadoria de Direito Ambiental da CJA da Seccional, criada no início deste ano. Conforme Lara Dourado, a visão da Coordenadoria é receber o jovem advogado e despertar em cada um o interesse pelas questões ambientais e como o Direito Ambiental pode contribuir para que a sociedade alcance seus objetivos de conviver no ambiente saudável e fazer deste profissional um agente transformador e multiplicador, que pulverize idéias ambientais saudáveis, como a reciclagem de lixo, de óleos usados. “Um advogado consciente”, diz.

 

“Em pouco tempo conseguimos fazer um planejamento e organizar a Coordenadoria, que recebe profissionais que atuam na área ambiental há anos, em órgãos importantes e em questões relacionadas ao licenciamento ambiental, água, aquecimento e mudanças climáticas e que trazem novas experiências”, diz Raquel Puertas. Ela destacou a série de palestras com temáticas inerentes à Coordenadoria.