COMEÇA A CAMPANHA BRASIL CONTRA A VIOLÊNCIA


28/04/2008

A Secção São Paulo da OAB e as demais Secções estaduais e do Distrito Federal abriram, nesta terça-feira (29/4), às 10 horas, a Campanha Nacional “Brasil Contra a Violência” e as Conferências para Superação da Violência e Promoção de uma Cultura da Paz.

 

“É  um movimento que tem por foco a mobilização de toda a sociedade civil e das autoridades nessa luta permanente  contra a violência no Brasil. A iniciativa é do Conselho Federal da Ordem, juntamente com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)  e com a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), contando com  a adesão de todas as 27 seccionais da OAB.  ”. Com estas palavras, o presidente a OAB SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, fez nesta terça-feira, no Plenário dos Conselheiros,  o lançamento do movimento “ Brasil Contra a Violência”. “ É um projeto arrojado, importante. É  uma proposta de atitude. Queremos mudar o nosso pais para melhorar, evitando quanto possível a violência”, garantiu o presidente.

 

Segundo D´Urso, a  campanha visa  cumprir uma ampla uma programação de mobilização articulada a culminar com conferências em cada estado deste país.  “ Neste momento, esta campanha está sendo lançada em todas as seccionais e também no Conselho Federal com a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, dos altos dirigentes do Congresso Nacional, objetivando a união da sociedade civil com as autoridades para na etapa de conferência reunir-se todas elas e trabalhar os temas que versão sobre violência, sobre criminalidade e sobre paz para num segundo momento possamos estabelecer um pacto onde as autoridades juntamente com a sociedade civil formalizem um documento com esses objetivos, extraídos dessas conferências. Faremos uma grande união de todos os trabalhos de todos os estados no Conselho Federal para apresentar a proposta oficial da sociedade civil, capitaneada pela OAB, aos dirigentes máximos do Brasil,  que se repercutirá nos respectivos estados”, garantiu D´Urso.

 

A Campanha envolve uma ampla programação, de contatos com órgão públicos, como a Defensoria, MP, Judiciário, Legislativo, Executivo, Polícias e movimentos e fóruns sociais. “Nós estamos falando aqui da violência, da criminalidade organizada, do assalto que acontece na esquina, nós estamos falando da violência que acontece física, dentro de casa, sexual, muitas vezes, contra as crianças. Mas estamos falando também da violência da falta de educação, da falta de atendimento médico, da violência que se manifesta das mais variadas formas. Portanto,  a proposta é tentar diagnosticar isso, essas várias facetas, até a violência que, consciente ou inconscientemente, a mídia patrocina. Tudo isso precisa ser alvo de uma grande reflexão. Uma reflexão pela nação brasileira, pelos dirigentes, pelas entidades, mas acima de tudo pelo povo a mudar o seu comportamento e a exigir medidas dos órgãos governamentais que possam minimizar esses efeitos tão lesivos da violência em nosso país”, advertiu D´Urso.

 

Ricardo Augusto Yamazaki, representando o secretário  estadual de Justiça e Cidadania, comentou  que a violência é algo que está presente na vida de todo mundo,  mas que haveria de chegar o dia em seria considerada assunto acessório e não principal.   “ Há de chegar o dia em que a gente vá se preocupar em dividir as riquezas para a área social, da saúde, da educação e conseguindo esse equilíbrio social vamos tratar a violência como um assunto conseqüente, até periférico. E a iniciativa da OAB é o primeiro passo para que a gente possa alcançar essa justiça social e desde logo gostaria de parabenizar a OAB por essa iniciativa, tanto do conselho Federal como o envolvimento da Seccional de São Paulo nesse grande movimento e dizer que a Secretaria da Justiça está de portas abertas para que possamos discutir esses assuntos que reflete naquela secretaria”, afirmou.

 

 

 Também fizeram uso da palavra, alertando sobre a importância da Campanha contra violência, Mário de Oliveira Filho, coordenador da Comissão de Direitos Humanos  da OAB SP ;Adriana Nunes Martorelli, presidente da Comissão de Política Criminal e Penitenciária; Arles Gonçalves, da Comissão de Segurança Pública; Norberto Silva Gomes, presidente da Comissão de Direito Militar; Antonio Everton, do Condepe.  Juntamente com estes, compuseram a mesa diretora dos trabalhos, Tallulah Carvalho, diretora adjunta da Mulher Advogada; Anna Carla Agazzi, conselheira e presidente da Comissão do Advogado Público,  Helena Maria Diniz, presidente da Subsecção da Lapa e da Comissão da Mulher Advogada.