ANGOLANAS COMEMORAM SEU DIA


02/03/2011

Em Angola, o dia 2 de março é o Dia da Mulher Angolana. A data ficou marcada na história do país porque foi o dia em que quatro mulheres, Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Engrácia dos Santos e Lucrecia Paim, foram capturadas, presas e mortas e, com o seu sacrifício contribuíram para a independência do país, até então colônia de Portugal.

 

 

As mulheres angolanas tiveram participação decisiva no processo de libertação do país, mas ainda enfrentam inúmeros problemas que impedem sua total emancipação principalmente o analfabetismo, a desigualdade de oportunidades, a ascensão no trabalho, as precárias condições de saúde da população em geral e especialmente da mulher e a violência doméstica.

 

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), na África uma em cada 20 mulheres corre o risco de morrer em consequência da gravidez ou durante o nascimento dos seus filhos.

 

COLÔNIA

Depois de mais de 400 anos de dominação portuguesa, os angolanos conquistaram a liberdade em 1975, após Portugal passar pela Revolução dos Cravos, em 1974, que derrubou o ditador português Antonio de Oliveira Salazar. Os novos governantes proclamaram de imediato a sua intenção de permitir a independência das colônias portuguesas.

Após a independência, Angola passou por uma acirrada luta armada entre os três movimentos que lutarma pela independência: a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e a UNITA (União Nacional para a Independência Totald e Angola).

No dia 11 de Março de 1975, MPLA proclamou a independência em Luanda, e FNLA e UNITA, em conjunto, no Huambo.