OAB SP INSTALA COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO ÉTICA NA POLÍTICA


30/08/2011

A OAB SP vai instalar, no dia 1º de setembro, a Comissão de Organização do Movimento Ética na Política, presidida pelo advogado Alexandre Trancho e coordenada pelo também advogado Fábio de Salles Meirelles. O presidente da seccional paulista da Ordem, Luiz Flávio Borges D’Urso, dará posse aos novos membros da comissão, em solenidade às 19h, no Plenário dos Conselheiros da OAB SP (Praça da Sé, 385, 2º andar).

“Esse Movimento criado em 2004 fez história e reuniu mais de 12 mil pessoas no centro de São Paulo para protestar contra a corrupção. A  OAB SP quer ressaltar que, quando falta ética na política , os reflexos para  população são tenebrosos, porque faltam recursos para a  segurança, moradia, alimentação, saúde e justiça”, afirmou D’Urso.

Para Alexandre Trancho, a sociedade tem um papel fundamental na fiscalização do Poder Público. “ Principalmente hoje, quando temos um cenário  ainda mais perturbador, com tantas denúncias de corrupção, publicadas pela imprensa e indignando a sociedade brasileira. Este é um momento mais do que oportuno , que também tem como objetivo acompanhar a lisura nas  eleições municipais no próximo ano”, disse Trancho.

O Movimento Nacional pela Ética na Política foi lançado em São Paulo pela OAB SP em 2004, ano eleitoral, com apoio da CNBB, Associação Juízes para a Democracia, Comissão Nacional de Justiça e Paz, Movimento Voto Consciente, Instituto Ethos e outras entidades da sociedade civil. Na ocasião, a Ordem divulgou um manifesto e organizou um abaixo-assinado em prol da ética na política.

O principal objetivo é a moralização de comportamentos e práticas de políticos e candidatos a cargos públicos e conscientizar eleitores a escolher nomes cuja atuação tenha a ética como parâmetro. Lançado inicialmente na capital paulista, o movimento depois se ramificou pelo interior e outros Estados.

Também são alvos de críticas da comissão legislações que abrandam punições a políticos; a espetacularização de campanhas eleitorais, que seduzem os eleitores mais pela forma que pelo conteúdo; a compra de votos; o mau uso da máquina administrativa e recursos para fins eleitoreiros ou particulares.