OAB SP ENTREGA PRÊMIO MARIA IMMACULADA


15/09/2011

A OAB SP entregou na última quarta-feira (14/9), em cerimônia realizada na Câmara Municipal de São Paulo, o prêmio “Maria Immaculada Xavier da Silveira”, que homenageia mulheres de destaque nas áreas jurídica e de cidadania, ou que demonstram a força da participação feminina na sociedade. A honraria foi promovida pela Comissão da Mulher Advogada.

“Somos todos iguais, e esse sentimento está na formação do advogado. Uma disposição de servir, mas acima de tudo de olhar o próximo como ser humano, passível de erros. Se destituirmos nosso olhar do preconceito e agigantarmos a capacidade de entender o semelhante, até por egoísmo nós seremos mais felizes. E é isso que essas mulheres homenageadas nos ensinam: como ser diferente e fazer a diferença na vida do próximo”, disse o presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso.

O advogado lembrou a advogada Maria Immaculada, que dá nome ao prêmio, classificando-a como “uma guerreira, desbravadora, mulher à frente de seu tempo”. Nascida em 1900, em Piracicaba, ela se graduou na Faculdade de Direito de São Paulo em 1925, e em 1932 tornou-se a primeira mulher inscrita na OAB SP.

A presidente da Comissão da Mulher Advogada, Fabíola Marques, destacou a criação do prêmio, em 2008, no qual ela foi homenageada, e disse ser uma honra participar novamente da outorga da honraria e poder retribuir a homenagem.

“As homenageadas neste ano são mulheres incríveis. Não querem reconhecimento só como mães ou profissionais, e sim uma sociedade justa e igualitária, em que consigamos dividir direitos e obrigações. Mulheres que lutam para conciliar trabalho e família, ser boas profissionais, ótimas mães, excelentes esposas, mas, principalmente, verdadeiras mulheres”, afirmou Marques.

Em nome das homenageadas, a advogada e conselheira da OAB Helena Maria Diniz ressaltou que as mulheres representam cerca de 160 mil dos advogados em São Paulo – 53% do total –, mas que elas têm dificuldades no desempenho da profissão, por serem mulheres.

Para citar a advogada Maria Immaculada, Diniz lembrou a Revolução Constitucionalista de 1932. “Vendo que a Maria Immaculada conseguiu ser advogada nesse ano, em que as mulheres conseguiram direito ao voto inclusive, os homens iam para batalhas, as mulheres teciam bandeiras, eu fico imaginando essa mulher sendo a primeira advogada da nossa instituição. Até me arrepia. Não chego nem a um fio de cabelo dela. Sinto-me gratificada e honrada por essa instituição ter-nos escolhido”, disse.

Todas as premiadas receberam a estatueta do prêmio e um ramalhete de flores do presidente D'Urso, do vice-presidetne Marcos da Costa e da presidente da Comissão da Mulher Advogado Fabíola Marques. Além de Diniz, também foram premiadas neste ano: Rose Marie Muraro, escritora e feminista; Theodosina Rosário Ribeiro, advogada e primeira vereadora negra da Câmara Municipal de São Paulo; Labibi Elias Alves da Silva, advogada e reitora da FMU; Eva Alterman Blay, socióloga; Célia Leão, deputada estadual; Yvonne Capuano, médica e empresária; Maria Célia do Amaral Alves, advogada e presidente da Comissão de Ação Social da OAB SP; e Luiza Nagib Eluf, procuradora de Justiça.