MARCOS DA COSTA REPUDIA DECLARAÇÕES DE ROQUE MESQUITA


17/09/2012

O presidente em exercício da OAB SP, Marcos da Costa, considerou lamentáveis as manifestações do desembargador do TJ-SP e presidente da Associação Paulista dos Magistrados (Apamagis) ,Roque Mesquita, em entrevista ao Conjur, publicada no último domingo (16/9).

Para Costa, a afirmação de que os prédios forenses não deveriam ser ocupados pelo Ministério Público e pela Advocacia “evidencia uma visão distorcida, atribuindo um valor diverso à Magistratura, ao Ministério Público e à Advocacia, quando, na verdade, constituem elas um tripé igualmente fundamental para a realização da Justiça”.

Na avaliação do presidente em exercício da OAB SP, as salas de advogados nos fóruns são tão relevantes para a realização da Justiça, quanto os gabinetes dos senhores juízes e desembargadores. “Nelas, advogadas e advogados exercem seu mister, de instrumentar o exercício pleno do direito de defesa dos cidadãos, base de sustentação do Estado Democrático de Direito. Não é por outra razão que o legislador ordinário federal, e o legislador constituinte de São Paulo, asseguram salas dos advogados em todos os fóruns do Estado, e o legislador constituinte federal reconhece a importância da advocacia, afirmando-a indispensável à administração da Justiça”, observa  Costa.

Marcos da Costa também ressalta com perplexidade o comentário ofensivo à Advocacia, formulado pelo desembargador na entrevista,  de que juiz corrupto deveria ser advogado. “A Advocacia não aceita entre os seus quem for corrupto. Juiz corrupto não entra na OAB. Se não serve para ser Juiz, muito menos servirá para ser advogado. Repudio veementemente essa afirmação. Só a um lugar que merece ficar um juiz corrupto: a cadeia",  assevera o presidente em exercício da OAB SP.