Presidente da OAB SP lamenta morte de Nelson Mandela


06/12/2013

O Presidente da OAB SP, Marcos da Costa, lamentou profundamente a morte do Ex-presidente da África do Sul, o advogado Nelson Mandela, aos 95 anos, em Johannesburgo: “O mundo perdeu um líder carismático e generoso, que serve de referência para toda a humanidade, porque soube de forma pacífica e agregadora vencer uma luta, que parecia impossível, contra o odioso regime do apartheid”.

 

Mandela morreu na noite desta quinta-feira (5/12), às 20h50 (16h50 em Brasília), depois de passar três meses internado devido a uma infecção pulmonar, entre junho e setembro. Desde dezembro de 2012, foram quatro internações.

 

O líder sul-africano nasceu em 18 de julho de 1918, no vilarejo de Mvezo, no antigo território de Transkei, sudeste da África do Sul. Em 1942, já em Johannesburgo, Mandela começou a frequentar as reuniões do CNA (Congresso Nacional Africano). Em 1948, tornou-se secretário nacional do Congresso Nacional Africano (CNA), no mesmo ano em que Partido Nacional ganhou as eleições do país e iniciou a implantação da política de segregação racial conhecida como apartheid.

 

Já como Presidente do CNH, em 1952, Mandela e um amigo abrem o primeiro escritório de advocacia do país voltado para negros. Nesse mesmo ano, teve sua primeira condenação: nove meses de trabalhos forçados por fazer campanha protestando contra leis injustas.

 

Em 1962, o líder deixou o país ilegalmente, para viajar pela África e receber treinamento militar. Mandela visitou também a Inglaterra, Marrocos e Etiópia, e foi preso ao voltar, em agosto do mesmo ano. Mandela foi acusado de deixar o país ilegalmente e incentivar greves, sendo condenado a cinco anos de prisão. A pena foi cumprida inicialmente na prisão de Pretória. Um mês depois, diversos companheiros de partido foram presos. Dois anos depois, Mandela foi julgado e condenado à prisão perpétua. 

 

Durante 18 anos, Mandela ficou detido na ilha de Robben, na Cidade do Cabo, e mais 9 na prisão Pollsmoor, no continente. Em 2 de fevereiro de 1990, o então Presidente sul-africano, Frederik Willem de Klerk, acabou com a proibição ao (CNA) e no dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela foi solto. Ele recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1883 e, em 1994, foi eleito presidente da África do Sul, nas primeiras eleições multirraciais do país, acabando com a segregação racial.