São Paulo: Uma cidade que conduz seu destino


24/01/2014

Marcos da Costa

 

 

 O lema da bandeira paulistana não poderia ser mais apropriado – “Non ducor, duco”, que significa “Não sou conduzido, conduzo”. São Paulo é uma cidade líder, que vem conduzindo a economia  do Estado e do País em direção ao futuro, desde as plantações de café até os parques industriais. Sempre esteve à frente, ocupando posição de destaque no cenário nacional e mundial.

 

São Paulo é a terra dos superlativos, que sempre conduziu seu destino. Em sua origem foi à terra das “Bandeiras”, as expedições que desbravaram o interior paulista e de outros Estados. Acabaram ganhando esse nome porque o grupamento de bandeirantes sempre levava uma bandeira. Esse sentimento da ousadia, de descobrir o novo, de vencer os desafios, da conquista e da luta ficou impregnado nas características de seu povo e da cidade que comemora 460 anos.

 

Nascida em 1554, foi por séculos uma cidadezinha, quase uma vila, passagem de bandeirantes, sem quase nada para oferecer aos passantes. Com o tempo, e o café primeiramente, São Paulo tornou-se uma cidade respeitável, rica. Comercialmente, São Paulo já estava muito bem posicionada quando foi inaugurada a Academia de Direito de São Paulo, em 1827, posteriormente denominada Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Após a instalação da faculdade, a cidade recebeu o título de "Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de Piratininga".

 

Com a fundação da Faculdade de Direito no Largo São Francisco, houve um consequente afluxo de professores e estudantes, trazendo para a cidade a efervescência cultural que ainda era insípida, apesar da economia pulsante. A  cidade não parou mais de crescer, agigantou-se, tornou-se metrópole, megalópoles, atraindo milhões de imigrantes de todas as partes do mundo e hoje em termos populacionais só é superada pelas cidades de Tóquio, New York, Cidade do México e Bombaim.

 

Sem saber ao certo quantas nacionalidades habitam São Paulo, a cidade ganhou contornos de uma metrópole portuguesa, italiana, japonesa espanhola, norte-americana, húngara, chinesa, japonesa, coreana, búlgara, peruana, síria, paquistanesa, haitiana, nigeriana, angolana, libanesa, holandesa, egípcia, alemão, judia, mexicana, escocesa, inglesa, polonesa, moçambicana, francesa, boliviana,  mineira, pernambucana, gaúcha, baiana, acreana, paranaense, sergipana, maranhense, carioca, paraense, amazonense e paraibana.

 

São muitas cidades convivendo em uma só, são vários povos e etnias formando uma babel de línguas e sotaques, de cores e nomes perambulando por suas avenidas, vielas e parques, criando cidades dentro da Cidade, espaços desconhecidos da maioria que se tornam refúgios para poucos. São as entranhas da megalópole que, nesses 460 anos, soube crescer e receber o mundo e tornou-se rica em amalgamar culturas, sabores e saberes.

 

A festa dos 460 anos da cidade de São Paulo irá expressar sua diversidade e sua grandeza, que nós paulistanos, de nascimento ou de adoção, não cansamos de enaltecer. Mas também prenuncia que a Capital de todos os paulistas continuará a conduzir o destino de seus habitantes a um futuro mais promissor e grandioso.

 

Marcos da Costa, advogado, é presidente da OAB SP.