Presidente participa de homenagem a Newton De Lucca na Polícia Federal


05/02/2014

O presidente da OAB SP, Marcos da Costa, participou da primeira cerimônia do ano de hasteamento da bandeira na sede da Polícia Federal de São Paulo, na última segunda-feira (03/02), às 11h, quando foi homenageado o Presidente do TRF-3 desembargador Newton De Lucca, que encerra sua gestão.

“A presença da Ordem nessa solenidade tem dupla finalidade: a primeira, de reconhecimento da importância da Policia Federal, uma das instituições republicanas mais destacadas do nosso País, que tem ao longo dos seus 70 anos de história desempenhado um papel fundamental, principalmente no combate aos grandes problemas que ainda assolam esse país: questão da droga e da corrupção. Em todas as pesquisas de opinião, a Polícia Federal aparece como um das instituições com maior reconhecimento por parte da sociedade”, disse Costa.

O Presidente da OAB SP afirmou que a segunda finalidade da presença no evento era participar da homenagem ao Desembargador Newton de Lucca, lembrando que ele ingressou no TRF-3 pela via democrática do quinto constitucional: “Newton deu um tom vibrante à administração do Tribunal, sendo um dirigente sério, ético, competente, conquistou diversos avanços na nossa justiça e contribuiu com milhares para esse fosse um dos mais destacados tribunais do Brasil. Em nome dos 300 mil advogados do Estado quero cumprimentá-lo e dizer que vossa excelência honrou a Advocacia naquela Corte e quando retornar à Advocacia será recebido de braços abertos”.

Ao fazer uso da palavra, o  Superintendente da Polícia Federal, Roberto Cicliliati  Troncon Filho disse que  as palavras do presidente  OAB SP “nos enche de orgulho por pertencer a essa instituição (Polícia Federal) que tem se desdobrado para  buscado cumprir sua missão constitucional”. Observou que há relação produtiva, profícua e respeitosa entre a imensa maioria dos advogados e delegados, policiais, escrivães e agentes no Estado.  “Isso foi construído com diálogo franco, que nos permitiu consolidar o entendimento de que o advogado exerce sua missão constitucional de prestar defesa técnica ao investigado ou acusado. Podemos ter posição antagônica, mas respeitosa”, disse.

Troncon Filho afirmou que a homenagem ao Presidente do TRF-3, Newton De Lucca é ao magistrado, mas também se estende ao advogado, professor, jurista, poeta e administrador da justiça, missão que considera um grande desafio para os dirigentes. “Desafio adicional na carreira pública. Não somos preparados para isso, mas é fundamental a determinação e a disposição para assumir essa atribuição”, vaticinou. Lembrou-se do primeiro contato com o presidente do TRF-3 e a empatia imediata. Ressaltou que muitas vezes a Polícia federal recebe reconhecimento público por algum feito, cujo crédito não é compartilhado com os outros atores da persecução penal. Troncon Filho entregou placa a Newton de Lucca, “pela exitosa gestão e aprimoramento do Judiciário e do Estado Democrático de Direito”.

“Faço minhas as palavras do presidente da OAB SP Marcos da Costa, quando destacou com muita propriedade o carinho, respeito, consideração e admiração que temos da Polícia Federal”, disse Newton de Lucca no início de seu discurso. Lembrou a primeira visita que fez a Troncon Filho, no inicio de sua gestão no Tribunal, quando veio pedir apoio para adoção de medidas de segurança e que teve cooperação total, firmando um convênio de cooperação.

Newton de De Lucca  ponderou que não cansa de dizer que é um advogado emprestado à Justiça Federal: “Vivo a repetir o grande   Rui Barbosa, que tinha tantos títulos, mas queria ser chamado de advogado, pela simples razão de que seria advogado até morrer”. Disse que foi advogado por 25 anos e que pretende voltar à OAB, como de praxe, retomando seu número inicial de inscrição.  E citou os versos do poeta Álvares de Azevedo: “Quando declinam meus títulos acadêmicos e profissionais, gosto de lembrar os versos de Álvares de Azevedo porque têm grande simbolismo para mim: Descansem o meu leito solitário /Na floresta dos homens esquecida,/À sombra de uma cruz, e escrevam nela/Foi poeta - sonhou - e amou na vida...”.

Também compunham a mesa dos trabalhos: Carlos Tadeu Tasso, Delegado Regional Executivo; a Desembargadora federal, Daldice Santana, do TRF-3 e Luiz Fabricio Vergueiro, representante da Advocacia Geral da União.