Marcos da Costa ministra Aula Magna na FMU


10/02/2014

“A advocacia é um exercício de amor, amor às liberdades, amor à Justiça, ao Direito e aos pilares da cidadania”, com esta afirmação o Presidente da OAB SP, Marcos da Costa, deu início à Aula Magna que ministrou aos alunos das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), na noite de 6 de fevereiro.

 

Revelando emoção, uma vez que estudou Direito nesta instituição na década de 1980, Marcos da Costa falou dos tempos de acadêmico, lembrando das aulas de direito constitucional de Ulysses Guimarães, que pouco tempo depois viria a ser uma das figuras mais importantes da Assembléia Constituinte. Retomando um período anterior, o Presidente da OAB SP lembrou da atuação da entidade e da advocacia durante o período da Ditadura Militar, procurando resguardar os direitos dos perseguidos políticos em um tempo de ambiente hostil ao trabalho do advogado.

Outros momentos importantes da história do país também foram destacados, especialmente diante da atuação da Ordem, como o caso de impeachment do Ex-presidente Fernando Collor de Melo, pedido que foi assinado pela OAB.

Chegando a atualidade, a introdução do processo eletrônico e suas repercussões foram um foco importante, em que o palestrante alertou para uma mudança importante: “a velocidade com que a jurisprudência se atualiza mudou,  esta muito maior, sendo necessário atualizar-se e estudar com cada vez mais empenho”.

Marcos da Costa foi recebido por Roberto Senise Lisboa, coordenador do curso de Direito da FMU; Cesar Klouri, Conselheiro Seccional e coordenador do curso de Direito (Campi Santo Amaro e Morumbi); além dos professores Jorge Atlas, Alvaro Edalto, Fabiola Soares, Laura de Figueiredo e Flávia Piva.

 

Contato com os acadêmicos de Direito

Após a palestra “Advocacia e Cidadania”, Marcos da Costa respondeu às perguntas dos alunos presentes ao auditório da FMU. Um deles, Jonathan Pablo Vieira, estudante do terceiro ano, questionou o papel da OAB SP diante das manifestações de junho de 2013, bem como os reflexos disto para a democracia brasileira. Para Marcos da Costa, “o direito a manifestação deve ser preservado e os excessos combatidos: manifestar-se é um direito do cidadão, quebrar ou depredar patrimônio público ou privado não é”. Ele ainda tocou em outro assunto atual, os rolezinhos nos shoppings, afirmando que “o rolezinho de hoje cresceu para mais de mil pessoas e convocado para espaços que não foram projetados para esta carga de pessoas. Precisamos aprender a lidar com estas questões, não se resolve isso agredindo ou combatendo um garoto de 15 anos, mas buscando um diálogo para fazê-lo entender que o ambiente não comporta tal número de pessoas”, concluiu.