OAB SP lança campanha contra a violência doméstica à mulher


19/07/2014

Além do lançamento da Campanha contra a violência , a Comissão da Mulher Advogada vai divulgar uma Cartilha voltada à Saúde feminina.

“Quantas vezes ainda vamos apanhar para aprender” é o slogan do novo cartaz da Campanha Contra a Violência à Mulher-2008,  que a OAB SP, através da Comissão da Mulher Advogada,  lança nesta terça-feira (4/3), às 9h30, em sua sede (Praça da Sé, 385) para marcar o Dia Internacional da Mulher. “ O slogan evidencia a lógica perversa do agressor, que busca justificativas para a violência injustificável que acontece de forma recorrente no âmbito doméstico. A campanha visa uma reação das mulheres vitimadas para que este tipo de violência não continue a acontecer” , ressalta Luiz Flávio Borges D´Urso, presidente da OAB SP. O cartaz é criação da agência Agnelo Pacheco e traz foto de uma mulher desamparada, chorando sentada no chão de corredor, observada pelo filho, e o texto: “ A violência contra a mulher atinge toda a família. Isso acontece todos os dias. Se você chora em silencio, apenas piora a situação. Proteja-se. Violência contra a mulher é crise. Ligue 181 e denuncie.”

Na mesma data, será lançada a Cartilha Saúde da Mulher, organizada pela Comissão da Mulher Advogada , de autoria de Maria Célia do Amaral Alves, e acontece a palestra sobre a “ Saúde Integral da Mulher”, com abertura da primeira-dama do Estado, Mônica Serra, e exposição de Eduardo Blanco Cardoso, mestre, doutor e pós-doutor em Ginecologia pelo Departamento de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP; que tratará também do tema da prevenção do câncer de mama.

“Queremos contribuir para reverter esta tendência da impunidade da violência contra a mulher. Estudos revelam que, no universo total das vítimas, apenas 40% tomaram a iniciativa de registrar uma denúncia nas delegacias comuns ou delegacias da mulher. O restante, por diversos motivos, incluindo o medo de mais agressões, prefere não tomar nenhuma atitude”, avalia Helena Maria Diniz, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-SP, promotora da campanha.

Algumas das principais causas da violência doméstica são  o consumo de bebidas alcoólicas (81% dos casos), o ciúme (63%) e outros motivos fomentados por questões econômicas: desemprego (37%), problemas financeiros (31%) e dificuldades no trabalho (14%) e outros de motivos corriqueiros. Para D’Urso, tapas, murros, surras,  estupros e outras formas de agressões que as mulheres sofrem dentro de casa, onde deveriam estar protegidas da violência, precisam ser denunciadas ao Disque-Denúncia - 181 - para coibir novas agressões. “ Este tipo de violência não pode continuar impune porque  o agressor  se sente encorajado a  praticar mais violência”, adverte.