Novo prédio da OAB SP será inaugurado no dia 25 de agosto


14/08/2014

Depois de quase 60 anos, a OAB SP deixará seu endereço histórico na Praça da Sé, 385 para ocupar um novo prédio à Rua Maria Paula – 35, esquina com a Avenida Brigadeiro Luis Antônio.

A partir da inauguração agendada para 25 de agosto, às 11 horas, este será o  endereço de referência da Advocacia paulista  que, em 1955 (data de inauguração do prédio atual), somava  cerca de 3 mil advogados e 21 Conselheiros e hoje totaliza 350 mil advogados inscritos e um Conselho Secional composto por 180 membros.

 “Trata-se de mais uma conquista para advocacia paulista, que terá uma sede digna e condizente com sua grandeza e que foi  inteiramente financiada com recursos do Conselho Federal da OAB, para aquisição, reforma e mobiliário”, diz Marcos da Costa, Presidente da OAB SP.

O projeto começou a tomar forma no início de 2012, quando a OAB SP concretizou a aquisição do edifício, na gestão do então Presidente Luiz Flávio Borges D’Urso. Naquele mesmo ano (dezembro), foi concluída a primeira fase, em que se deu o desenvolvimento de projetos (estrutural e arquitetônico) e a regularização da obra junto aos órgãos públicos. Para a Conselheira Clemencia Wolthers, representante da Diretoria na administração da obra, a fase de aprovação do projeto junto aos órgãos públicos  foi a mais trabalhosa e levou quase um ano, mas todas as exigências foram cumpridas.

Durante o ano de 2013 e primeiro semestre de 2014, o prédio foi retrofitado para preservá-lo, mas também para transformá-lo em um edifício moderno, confortável, seguro, funcional e tecnologicamente atualizado. Ao longo do processo de  retrofit (modernização de edificações antigas) houve troca dos sistemas hidráulico e elétrico e recuperação da fachada, mantendo as características do frontispício original.

O prédio tem 3.300 metros quadrados de área construída, em uma torre de 11 andares e um terraço no 12º andar, onde era originalmente a  sala de máquinas e zeladoria. Concentrará as atividades institucionais da OAB SP, atualmente locadas na Praça da Sé, que terá uma ocupação mais voltada à educação jurídica. A nova sede da OAB SP ampliará sua infraestrutura de atendimento, terá  novo auditório, plenário para os conselheiros, sala vip mais ampla, cafeteria, áreas destinadas a eventos e para receber autoridades.  O prédio da Praça da Sé terá uma ocupação mais voltada ao atendimentos dos advogados e ampliação da educação jurídica. 

Histórico do edifício

O edifício, esquina da Rua Maria Paula com a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, foi construído na década de 50, para abrigar a sede administrativa do grupo empresarial de Sérgio Ugolini, empresário que teve papel na vida pública paulista, ocupando cargos como Presidente da Dersa (1971 a 1975), Secretário de Obras da Prefeitura, Diretor da Associação Comercial de São Paulo, Presidente e fundador da Associação Brasileira do Cobre e vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). 

Na época, o Estado de São Paulo se consolidava como força industrial da América Latina e a cidade vivia um boom imobiliário, começando e consolidando o processo de verticalização da capital, por conta da nova fase de desenvolvimento urbano. Em termos arquitetônicos, o Concretismo marcou a década de 1950, compondo edificações com rigor geométrico e o emprego de materiais industrializados (ferro, alumínio, vidro e concreto). A fachada do edifício que abrigará a nova sede da OAB SP acompanha o traçado da esquina, traduzindo uma curvatura típica, que remonta a obras como o contemporâneo Copam, de Oscar Niemeyer. Nesta época (década de 1950) a futura metrópole ganhou ainda o Parque do Ibirapuera, também projeto de Niemeyer, e o Conjunto Nacional (Av. Paulista), com traços do arquiteto David Libeskind. 

Nas décadas de 1960 e 1970, tem início o processo de degradação do centro histórico de São Paulo, aprofundado na década de 1980. O movimento de transferência de parte do centro financeiro da cidade, rumando para a Avenida Paulista, foi decisivo para o destino do prédio, que foi desocupado pelo grupo empresarial Ugolini e teve algumas locações esporádicas para diferentes atividades.

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