Com a presença do presidente Marcos da Costa, OAB SP lança campanha “Corrupção, NÃO”


22/06/2015

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Em seu discurso, Marcos da Costa relembrou que a Secional paulista da Ordem sempre apoiou causas importantes para o País, como o movimento das Diretas Já

Em meio ao salão térreo do prédio sede lotado, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo, promoveu o lançamento nesta segunda-feira (22/06) da campanha “Corrupção Não”. A lista de 11 propostas elaboradas ao longo de meses por lideranças da classe foram apresentadas a advogados, entre eles conselheiros da Secional e presidentes de Subseções, além de autoridades e convidados. O evento foi transmitido ao vivo para as 229 representações do interior do Estado.

Idealizador da ação, o presidente da OAB SP, Marcos da Costa, compareceu ao local, mesmo enfrentando ainda período de recuperação após o acidente automobilístico ocorrido em 18 de abril, que vitimou o diretor tesoureiro Carlos Roberto Fornes Mateucci. Foi a primeira vez que retornou à Secional, após ter sido submetido a várias cirurgias.

“Mais uma vez a advocacia de São Paulo se coloca à frente do combate de um tema social tão relevante, antigo, mas tão presente”, disse Marcos da Costa. “A iniciativa é tomada no sentido de dar um basta a esse mal tão terrível e causador de tantos prejuízos ao Brasil do ponto de vista social e econômico, que parece impregnado na nossa cultura”.

O presidente da OAB SP disse que a lista de propostas será entregue ao governo federal, ao Congresso Nacional, ao Conselho Federal da OAB e também ao governo do Estado de São Paulo e à Assembléia Legislativa local.

Em seu discurso, Costa lembrou ainda que a trajetória da advocacia paulista é marcada pela defesa do estado democrático de direito e da transparência. “Me permitam destacar como exemplo, um dos momentos importante de nossa história, quando todas as lideranças, de todos os partidos políticos, se dirigiram a OAB SP, que é apartidária, e pediram para que nos colocássemos à frente de um dos movimentos mais belos da sociedade, que foi o de ‘Diretas Já’”, lembrou Costa.

Para o dirigente é fundamental a postura de cobrar efetividade de todos os poderes, e especificamente do Judiciário, que, em suas palavras, “absolva quem merecer, mas que puna exemplarmente, na forma da lei, aqueles que persistem em cometer esse crime tão odioso que é o crime da corrupção”. Marcos da Costa citou o mote da campanha, e deu ainda mais ênfase à sua propositura, ao finalizar seu discurso: “Mais uma vez levantamos uma bandeira relevante para a sociedade paulista e brasileira. Vamos dizer todos nós, juntos: Corrupção Não! Não. E Não”. Provocou longos aplausos.

Transformação cultural

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Ivette Senise, vice-presidente da OAB SP, cumprimenta Marcos da Costa durante lançamento da campanha Corrupção, NÃO

Para Ivette Senise Ferreira, vice-presidente da OAB SP, mais do que nunca, após tantas denúncias e escândalos que tomam conta das manchetes dos jornais, a sociedade clama pelo emprego da norma, da aplicação da lei e pela busca da verdade. “Precisamos eliminar os bolsões da corrupção que, por décadas, tem devastado a paisagem nacional. Carecemos multiplicar a semente da ética, não podemos e não devemos esconder a sujeira por baixo do tapete”, disse.

“Os novos tempos exigem transparência. A sociedade quer respostas efetivas as promessas não cumpridas pela democracia. E aos advogados cabe a missão de estar à frente da luta pelo ideário da pátria”, finalizou Ivette. O presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP), Fábio Canton, disse não se recordar de ver tantos poderosos no banco dos réus. “Condenações ou absolvições, ora, são menos relevantes, desde que observado o devido processo legal, este sim sintoma do verdadeiro avanço que vemos em nossa sociedade”, avaliou.Canton reforçou que, apesar do avanço que se vê, é necessária transformação cultural em favor da ética. “Nenhuma forma de corrupção pode ser aceita, desde o mais reles suborno ao guarda de trânsito ou um simples furar de fila no cinema, à compra de votos e fraudes em licitações públicas. Todas essas envergonham a nação e tornam a democracia um tanto quanto fantasiosa”, avaliou.

Outros representantes da classe estiveram presentes à cerimônia, entre eles Mário Sérgio Duarte Garcia, membro do Conselho Federal da OAB e ex-presidente da OAB SP e também da nacional. “É conhecido o trabalho feito por nossa Ordem dos Advogados na defesa dos maiores valores da cidadania”, disse Duarte Garcia. “Vejo que São Paulo, mais uma vez, inicia movimento dessa natureza e congrega representantes de vários setores no trato de tão importante tema que afeta a credibilidade do País”. O evento também contou com a presença de membros de outras entidades, entre elas a Procuradoria e Ouvidoria Geral do Estado de São Paulo

Análise breve de cenário

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O presidente Marcos da Costa, ainda em recuperação do acidente automobilístico que sofreu, fez questão de se juntar á diretoria da OAB SP para o lançamento da campanha Corrupção, NÃO

O conselheiro Carlos José Santos da Silva, conhecido como Cajé, que acompanhou a cerimônia reconhece que o momento é de conscientização. Segundo ele, é fundamental trabalhar a educação no país, para que a sociedade se conscientize do que se passa ao seu redor. Da lista proposta pela OAB SP, Cajé, que também preside a Primeira Turma do Tribunal de Ética e Disciplina e o Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA), considerou fundamental o item nove - que define regras claras e transparentes para o financiamento de campanhas.

Além dele, outros conselheiros fizeram avaliações assim que as propostas foram expostas ao público presente. O conselheiro federal Márcio Kayatt avalia que a corrupção, hoje, impede o desenvolvimento do país. “Em boa hora, a OAB SP sai à frente e lança uma campanha que não vai ficar somente no discurso”, disse. “Lança-se hoje uma carta de princípios. E é evidente que, com a ajuda dos mais de 350 mil advogados do Estado de São Paulo, vamos receber sugestões, trabalhá-las, e assim poder contribuir para um país mais sério e livre dessa corrupção que assola nossa vida”. Ele acrescenta ainda que não será possível acabar com a corrupção sem uma reforma política.

“A OAB SP, sempre atenta lutando contra tudo aquilo que aflige o País, se posiciona, toma à frente e vai desenvolver todos os mecanismos, que não são poucos, para erradicarmos a corrupção”, disse Kátia Boulos, conselheira e presidente da Comissão da Mulher Advogada. “Quero enaltecer, é uma campanha de nosso presidente, Marcos da Costa, e da presidente em exercício Ivette Senise Ferreira, do Conselho, de todos nós”.

Transmissão on-line

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A Subseção de Assis reuniu funcionários, diretoria e inscritos para acompanhar o lançamento da campanha Corrupção, NÃO em tempo real

As Subseções da OAB SP espalhadas por todo o Estado foram convidadas a assistir a transmissão on-line da cerimônia de lançamento da campanha. Algumas aproveitaram para reunir advogados, convidados e funcionários em torno de um telão ou de aparelho de televisão, entre elas as dos municípios de Assis, Guarulhos, Rio Claro, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e Sorocaba. A grande maioria das 229 Subseções optou por liberar o link para que os interessados assistissem pelo computador ou aparelhos móveis. Muitos escolheram usar a camiseta com o mote da campanha (como a foto acima da Subseção de Assis). Afinal, o que ficou dessa manhã de segunda-feira é o espírito de compromisso dos advogados paulistas na luta contra à corrupção.

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Em São José dos Campos, a Subseção acompanhou o lançamento da campanha por telão

Estiveram presentes, conselheiros, presidentes de comissões de advogados e autoridades públicas. Entre elas: Adib Kassouf Sad, diretor da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP); Antonio Augusto Silva Pereira de Carvalho, representando o Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo; Antonio Fernandes Ruiz Filho, Secretário-geral adjunto da OAB SP; Fabio Romeu Canton Filho, presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP); Fernando Pereira, vice-presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo; Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina; Geanpaolo Poggio Smanio, subprocurador–geral da Justiça Institucional do Estado de São Paulo representou o Procurador Geral de Justiça; Gisele Fleury Charmillott Germano de Lemos, diretora da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP); Gustavo Ungaro, ouvidor Geral do Estado de São Paulo; Ivette Senise Ferreira, vice-presidente da OAB SP; Jorge Eluf Neto, Secretário-geral adjunto da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP); Jorge Luis dos Santos, presidente executivo do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Administração do Estado de São Paulo;José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro, presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP); José Luiz Borges de Queiroz, procurador do Estado, Corregedor Geral da Procuradoria Geral do estado de São Paulo, representando o procurador Geral do Estado; Maria Célia do Amaral Alves, diretora da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP); Mario Sergio Duarte Garcia, presidente da Comissão da Verdade da OAB SP; Protógenes Queiroz, Deputado Federal; Roberto Braguim, presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo; Roberto Livianu, presidente do Ministério Público Democrático e Rodrigo Ferreira de Souza de Figueiredo Lyra, secretário-geral da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP).