Manual indica a forma mais segura para uso das redes de internet


11/06/2015

Manual indica a forma mais segura para uso das redes de internet 2

Com o objetivo de preparar a população para o uso adequado das redes sociais, em especial na questão segurança, a Comissão de Direito Eletrônico e Crimes de Alta Tecnologia da OAB SP, presidida por Coriolano A. de Almeida Camargo, lança este mês a cartilha “Recomendações e boas práticas para o uso seguro das redes sociais por toda a família”. Prefaciada pelo presidente Marcos da Costa, a publicação traz dicas e dados importantes para usuários de todas as idades. 

“A cartilha será propagada pelos meios eletrônicos para escolas, empresas e demais instituições, como Fiesp e Fecomercio, para que chegue ao conhecimento dos usuários de toda a sociedade”, disse Camargo, acrescentando: “Lançamos uma publicação em 2011 que alcançou os mais diversos organismos, inclusive sendo disseminada em portais governamentais”.

Leia a cartilha "Recomendações e boas práticas para o uso seguro das redes sociais por toda a família"

Ele explica que a edição de 2015 traz inúmeras novidades que vão ao encontro do novo Marco Civil da Internet, que aguarda regulamentação. “Como bem escreveu Marcos da Costa no preâmbulo, a publicação se adianta a regulamentação do Marco Civil da Internet, observando que, além de despertar a consciência, evite comportamentos inadequados que possam promover preconceito, discriminação, intolerância e ódio.” 

Além de ensinar a configurar de forma apropriada os perfis no Facebook, Youtube, Google, Instagram, Twitter, entre outros meios eletrônicos de comunicação, é possível conferir algumas das linguagens utilizadas pelos usuários. Existe a seção “Você sabia” com informações de pesquisas feitas em vários países, apontando, por exemplo, que os brasileiros são os que passam mais tempo nas redes sociais, com uma média de 13,8 horas mensais, num universo de 1 bilhão de pessoas no mundo que se utilizam desse meio e comunicação.

Um dos dados preocupantes é que 38% das crianças e adolescentes entre 11 e 17 anos de idade adicionaram como amigos nas redes sociais. “Os pais precisam ficar atentos ao histórico de navegação dos computadores utilizados por seus filhos”, informa o presidente da Comissão. O manual, com 44 páginas, aponta ainda a idade mínima para uso de cada rede social. A maioria, como Facebook, por exemplo, é permitida somente para crianças acima dos 13 anos.

Os Snapchat (mensagem autodestrutivas, que duram poucos segundos) e o Whats App são abordados. Na questão privacidade, a publicação demonstra como configurar todas as redes sociais. Em dicas de segurança há informações de como os bandidos se utilizam dos meios eletrônicos para promover ações criminosas. A cartilha trata também da liberdade de expressão e até informa que muitos recrutadores de profissionais fazem uso das redes para contratar ou dispensar os serviços de determinados candidatos.