Ricardo Young, da Rede, firma compromisso com a OAB SP e defende 'descentralização radical'


12/09/2016

Ricardo Young, da Rede, firma compromisso com a OAB SP, critica coalizões e defende 'descentralização radical' na gestão paulistana

O candidato da Rede Sustentabilidade à prefeitura municipal paulistana, Ricardo Young, foi o último a apresentar suas ideias de governo para a cidade durante evento realizado, nesta segunda-feira (12/09), pela OAB SP. A instituição reúne hoje e amanhã dez concorrentes ao pleito, possibilitando que apresentem propostas. Integrante de partido que tem a sustentabilidade na agenda, Young é empresário e tem experiência na política como vereador do município. Durante o tempo que falou, fez críticas ao atual modelo de governar, estruturado a partir de coalizões partidárias montadas em eleições, e disse que uma das bandeiras do partido para São Paulo é a 'descentralização radical' da gestão. O político assinou o Manifesto por Eleições Limpas, elaborado pela Secional paulista - documento que elenca dez compromissos. Entre os tópicos, a instituição pede que os candidatos ao pleito garantam campanhas transparentes e com prestação de contas e se oponham à criação de novos cargos comissionados.

“Nós não fizemos coligação porque o compromisso deve ser com o programa. Queremos compromisso programático e não eleitoral - e nenhum partido aceitou isso”, disse, logo no início de sua apresentação. "Quando uma coligação vence, é obrigada a lotear o governo entre os partidos e há problemas ligados a isso. Um deles é deixar de nomear por competência". Em seguida, destacou que uma sociedade que se move exponencialmente precisa de descentralização radical. Desse modo, caso eleito, as subprefeituras terão autonomia e operarão como co-prefeituras. “Nós temos média de 300 a 350 mil habitantes por subprefeitura, maior do que muitas cidades do interior de São Paulo. Nós equiparemos essas subprefeituras com todos os sistemas e autonomia necessária para operar no território, todas as funções que hoje estão nas burocracias das secretarias, servindo mais a interesses partidários do que [o interesse] público”, disse. “O subprefeito será escolhido através de lista tríplice pela população do território”, completou.

Segundo ele, outra ideia é ter um sistema integrado de inteligência urbana para monitorar as ações feitas localmente, processar as informações e comparar com indicadores de metas. As melhores práticas desenvolvidas em cada território serão empregadas em outros distritos da cidade. Young disse também em apostar em uma mudança da relação entre prefeito e a Câmara de Vereadores. Criticou o modelo atual que favorece a fisiologia e a corrupção. Caso ocupe o cargo, disse, e algum partido indique um vereador para ocupar uma secretaria, por exemplo, pedirá que este renuncie ao cargo de vereador. “Essa relação incestuosa entre Executivo e Legislativo tem de acabar”. Ele acredita que o formato de tentar levar a cabo um governo mais dinâmico, com consultas à população em estrutura descentralizada a respeito de projetos, ajudará a ter apoio para a aprovação de leis na câmara. “Minha experiência como vereador mostra que a pressão da população é soberana e a tendência dos vereadores é respeitar a vontade do cidadão”, concluiu.