Compliance e integração em pauta no encontro da Comissão de Apoio a Departamentos Jurídicos da Secional


03/10/2016

Compliance e integração em pauta no encontro da Comissão de Apoio a Departamentos Jurídicos da Secional
Luciana Nunes Freire, presidente da comissão durante o III Seminário da Comissão de Apoio a Departamentos Jurídicos

Na tarde desta quinta-feira (29/09), a Comissão de Apoio a Departamentos Jurídicos da OAB SP reuniu mais uma vez advogados corporativos para discutir temas inerentes à atividade. Compliance e integração do departamento legal a cúpulas de companhias fizeram parte da pauta. “Um dos pilares mais importantes da área jurídica hoje em muitas empresas é o compliance”, destacou Nádia Ribeiro, vice-presidente executiva da CEVA Logistics para América do Sul. A executiva participou como expositora no primeiro painel. O tema é desafio hoje no país para todos os advogados corporativos escolhidos para lidar com a sistemática mas, sobretudo, para quem atua em multinacionais, visto que essas empresas têm de estar alinhadas com leis anticorrupção de vários países. “Essa área tem uma enorme visibilidade não só para evitar problemas, mas pela moralidade do assunto”, pontuou Nádia.

A contribuição dos jurídicos com a diretoria de modo cada vez mais integrado também foi debatida. Entra nessa lista a percepção de oportunidades e a apresentação de ideias em momentos de crise, de modo a desenvolver outros talentos, como visão de gestão e negócios, agregados à bagagem técnica. Para Nádia, em companhias abertas e colaborativas, os executivos compartilham suas decisões e ideias. “Vejo o papel da área legal em pé de igualdade e, para colaborar com o formato, é preciso sair um pouco da caixa”, disse a executiva.

Compliance e integração em pauta no encontro da Comissão de Apoio a Departamentos Jurídicos da Secional
Palmarino Neto, diretor jurídico da Ri Happy fala aos presentes durante o Seminário

Logo no início do evento, Luciana Nunes Freire, presidente da Comissão de Apoio a Departamentos Jurídicos da OAB SP, lembrou que o intuito do grupo é trazer luz às questões vivenciadas por advogados corporativos, muitas delas distintas das dos grandes escritórios. “Temos os mesmos direitos e prerrogativas de advogados de escritório, o que muitas vezes não é lembrado nem pelas autoridades, nem pelo Ministério Público, nem pela Polícia Federal quando invadem departamentos jurídicos”, pontuou Luciana. Outros desafios da advocacia corporativa foram abordados no encontro que também teve a participação da procuradora federal da Advocacia-Geral da União em São Paulo, Lucia Lombardi; Palmarino Neto, membro da comissão e também diretor jurídico da Ri Happy Brinquedos; entre outros diretores jurídicos.