ESA investe em estrutura física, novos cursos e prepara novidade para difundir conhecimento em nível nacional


14/11/2016

O fim do ano se aproxima e a diretora da Escola Superior de Advocacia (ESA), da OAB SP, Ivette Senise Ferreira, apresenta um balanço sobre os movimentos da atual gestão. Entre os destaques estão a ampliação de estrutura física – com mais oito salas de aula, na Sé, atual sede cultural da Secional –, os novos cursos com temas diversificados e o reforço da difusão de informações com o uso de mais ferramentas de comunicação. O início de transmissões de debates via Facebook e Youtube, por exemplo, influenciaram na conquista de espectadores para os canais da escola. A tecnologia também é meio importante para que se concretize uma novidade no ano que vem: a reinauguração do modelo de Ensino a Distância.  

“A expansão de local físico era um dos grandes desafios nesse primeiro ano da gestão”, resume Ivette. “Não havia muitas possibilidades na unidade da ESA Central, onde há sete salas. Mas ganhamos mais oito com a reforma do prédio da Sé. Algumas têm capacidade para abrigar até 60 alunos se for necessário”. O edifício se tornou Sede Cultural da Ordem em agosto e passou a abrigar também a biblioteca da Secional – o que contribui para a realização de pesquisas pelos alunos. Segundo a diretora, paralelamente ao ganho de nova estrutura, muitos cursos passaram a ser ministrados também pela manhã, fator que amplia possibilidades para que um universo maior de profissionais consiga estudar. Mais uma novidade recente é o desconto de 20% destinado ao jovem advogado. 

Até setembro, somente a ESA Central contabilizou 3.992 alunos em 176 cursos – sendo 157 deles de extensão e 10 de especialização, os nove restantes nessa conta foram cursos de modo geral acessados via web. Na Sé, onde essa conta é registrada separadamente visto que a estrutura é nova, o número de alunos saltou de 385 para 615 entre agosto e outubro, distribuídos em 23 cursos. “A diversificação de temas é importante para adequar cada vez mais a ESA às necessidades trazidas pela modernidade do Direito”, acrescenta Ivette. Por falar em diversificação, uma lista de 22 novos cursos fez bastante sucesso, seja pela promulgação de novas leis, atualização de outras ou pelo próprio interesse em segmentos do Direito que estão ganhando força. 

Entre os campeões de audiência dessa lista, segundo a diretora, estão os cursos sobre direitos fundamentais de pessoas com deficiência; advocacia ambiental; delação premiada; compliance, Lei Anticorrupção e Lei de Responsabilidade das Estatais; temas relacionados ao terceiro setor; e direito homoafetivo e diversidade sexual. O novo Código de Processo Civil (CPC) também foi importante chamariz neste ano, visto que foram ministrados cerca de 50 cursos a respeito. “Há alguns com fila de espera. Na semana passada inaugurei o segundo curso de mediação e conciliação, pois já havia público suficiente esperando para abrir uma nova classe”, conta Ivette. Algumas turmas admitem até 60 alunos, mas a maioria costuma reunir 30 pessoas por preferência dos professores. Os cursos podem ser replicados no interior paulista dependendo da procura local. Segundo Ivette, a ESA possui 56 núcleos de coordenação fora da capital. 

Planos para 2017
Um dos principais movimentos da escola no ano que vem será reativar o Ensino a Distância. A dirigente conta que houve tentativa de utilizar a modalidade no passado, mas foi preciso aperfeiçoar a parte técnica. Atualmente, vale lembrar, a ESA disponibiliza, via web, acesso para pacotes de aulas que já foram ministradas e se encerraram. Mas a dinâmica de participação do curso de Ensino a Distância será diferente e vai permitir ao aluno obter certificação. Segundo ela, profissionais de outros estados terão acesso a cursos que muitas vezes não ocorrem localmente por falta de quórum ou até mesmo porque não há especialistas em determinado tema para ministrar as aulas. É comum, lembra, que algumas especialidades do Direito se desenvolvam antes no mercado paulista devido à demanda. O novo curso que abordou direitos de pessoas com deficiências, por exemplo, contou com a presença de uma aluna que vinha semanalmente de Curitiba. 

Mais uma novidade programada para 2017 é a inauguração do sistema acadêmico virtual, via site da escola. O aluno terá acesso a informações como cursos, notas, faltas, cadastro, normas internas da ESA, entre outras informações. O plano segue em linha com as melhorias tecnológicas já vistas em 2016, quando o uso de ferramentas mais modernas de comunicação permitiu a difusão de entrevistas e debates via site e redes sociais. Ao longo do ano, pelo menos 43 debates foram ao ar. Uma aula transmitida em junho, via Facebook, alcançou sete mil pessoas na primeira transmissão. “Alguns canais já existiam e reforçamos o uso, outros deles são novos”, diz. “A modernização é o caminho para manter o nosso compromisso com o futuro da advocacia”. Ivette lembrou, ainda, que o próximo encontro de integrantes das ESAs estaduais deve acontecer em março em São Paulo a pedido da Escola Nacional de Advocacia (ENA).