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Francisco Rezek avalia que Escola de Liderança e Cidadania da OAB SP nasce em momento de se discutir o país


07/11/2017

Francisco Rezek avalia que Escola de Liderança e Cidadania da OAB SP nasce em momento de se discutir o país
A partir da esquerda: Marcelo de Oliveira Fausto Figueiredo dos Santos, presidente da ELC; Mario Sergio Duarte Garcia, membro honorário vitalício da OAB; Francisco Rezek, expositor; Marcos da Costa, presidente da OAB SP na aula inaugural da Escola de Liderança e Cidadania

Amparada pelo princípio de que o Brasil precisa formar líderes para a construção de um país mais justo e fraterno, a Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil inaugurou (06/11) sua Escola de Liderança e Cidadania (ELC), com aula proferida pelo jurista e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, entre outros postos de relevância no universo jurídico, Francisco Rezek. A instituição pretende trabalhar com o resgate do papel da política no cenário nacional, para ajudar a efetivar e a fomentar a democracia brasileira e os fundamentos constitucionais. Os advogados que desenharam a estrutura organizacional, começam a preparar a grade curricular, cujo início das aulas está programado para ocorrer em 2018.

 O ex-ministro da Suprema Corte brasileira por duas ocasiões (1983 a 1990 e 1992 a 1997) e juiz da Corte Internacional de Justiça em Haia, entre 1997 e 2006, Francisco Rezek ressalta a atuação da Ordem dos Advogados do Brasil como defensora dos ideais republicanos. De acordo com ele, nenhuma outra entidade no mundo empenha tantos esforços para o bem da sociedade. Portanto, nada mais justo que a Escola nasça por meio do trabalho da entidade. Em suas palavras, apesar de a instituição zelar por toda a classe, a prioridade sempre se deu pela garantia da democracia, muitas vezes ameaçada ao longo da história.

O jurista avalia que a vocação isenta da Secional paulista da Ordem, do ponto de vista político-partidário, balizou a criação da ELC, cuja pedra fundamental foi lançada em julho de 2016, ocasião em que era celebrado o centenário de nascimento do governador André Franco Montoro. “A hora é extremamente oportuna para que a OAB projete sua luz sobre esse empreendimento que é da maior qualidade e traz grande mérito a seus idealizadores”, disse, observando que caberá à Ordem ajudar a população a definir o tipo de governo que espera. “A qualidade de nossos representantes no Congresso reflete, em grande medida, a qualidade do próprio eleitorado”, acrescenta.

O presidente da Seção São Paulo da Ordem, Marcos da Costa, pondera que é o melhor momento para ser plantada a semente como muitas outras foram lançadas ao longo da trajetória da entidade de 85 anos, uma vez que o Brasil enfrenta grave crise estrutural: “Hoje se inicia um novo passo, com o objetivo de resgatar um papel que pertence ao mundo jurídico desde a instalação das primeiras faculdades de Direito do Brasil, a partir de 1827, logo após a independência, quando já se debatia a melhor forma de se criar uma cultura social e politica no país”. Sob sua ótica, esse espaço de discussões deverá enaltecer valores e princípios , além de  projetar a entidade que representa a sociedade civil e os profissionais que lutam por um Brasil pautado pela ética. “Procuraremos  aqui criar um espaço democrático de liderança que terá como eixo a cidadania”, ponta

Berço de cidadãos
Na mesma linha, o presidente da diretoria executiva da Escola de Liderança e Cidadania, Marcelo Figueiredo, lembrou que os organizadores da ELC foram fieis à vocação da Ordem em contribuir para consolidar as instituições democráticas, dando cumprimento ao Estatuto da Advocacia que determina a defesa da Constituição e da ordem jurídica. O advogado e professor de Direito Constitucional ressaltou que a trajetória da entidade não ficaria completa, estivesse ausente um braço educativo na formação de lideranças. “Quem empunhou a bandeira e se empenhou na luta contra os abusos praticados pelas oligarquias civis e militares ao longo da história do Brasil não poderia deixar de atuar em momento tão crítico da luta nacional, onde direitos e garantias constitucionais e de ética são maltratadas pelo poder político”, discursou. 

Coube ao conselheiro Secional Márcio Cammarosano, que terá a tarefa de montagem da grade curricular, dizer que a formação de lideranças se dará sem qualquer viés politico partidário e que terá um currículo diferenciado. Ao representar os ex-presidentes da OAB SP, o conselheiro federal e ex-presidente da OAB SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, avalia que a ELC abrirá as portas para a inovação: “Essa escola trará oportunidade de novos talentos para se transformar no berço de lideranças para este Brasil”. 

Compuseram a mesa da aula inaugural da nova escola: Ivette Senise Ferreira, diretora da Escola Superior de Advocacia; Mário Sérgio Duarte Garcia, membro honorário vitalício do Conselho Federal e da OAB SP; Adib Kassouf Sad, diretor financeiro da ELC e da CAASP; Paulo Lucena de Menezes, secretário-adjunto da ELC;  Antonio Carlos Malheiros,  desembargador do TJSP; e  Gaudêncio Torquato,  consultor de comunicação e cientista político.