Discussões sobre direitos humanos reúnem especialistas em palestra na OAB SP

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09/03/2018

Discussões sobre direitos humanos reúnem especialistas em palestra na OAB SP
A partir da esquerda: Dulce Mara Critelli, professora de filosofia; Martim de Almeida Sampaio, coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB SP ; Fábio Romeu Canton Filho , vice-presidente da OAB SP; Antonio Baptista Gonçalves, presidente da Comissão de Criminologia e Vitimologia da OAB SP; Celso Lafer, jurista e ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil; e Lívio Enescu, conselheiro Secional

Respeito aos direitos humanos, essenciais ao convício em sociedade, foi tema de palestra realizada na sede institucional da OAB SP (06/03). Tendo como base de pesquisa a filósofa alemã de origem judaica Hannah Arendt, cuja contribuição às questões humanitárias é extensa, o jurista e ex-ministro das relações exteriores Celso Lafer e a psicóloga e professora titular de Filosofia da PUC-SP Dulce Mara Critelli trataram principalmente dos problemas enfrentados pelos refugiados.

O encontro foi realizado pelas Comissões da OAB SP de Direitos Humanos, sob coordenação de Martim de Almeida Sampaio, e de Criminologia e Vitimologia, presidida por Antonio Baptista Gonçalves. Ambos compuseram a mesa que ainda contou com o conselheiro Secional Lívio Enescu.

Na abertura dos trabalhos, o vice-presidente da Ordem paulista, Fábio Romeu Canton Filho, destacou o significado de se discutir assunto de relevância, em momento que países se veem envolvidos com essas adversidades. “Têm sido amplos os debates das nações em torno de respeitar a Declaração e os tratados sobre Direitos Humanos, principalmente os relacionados ao refugiado que busca escapar dos temores da perseguição feita contra eles por razões diversas, como raça ou religião”, pontuou.

Perdas essenciais
Celso Lafer relacionou que Hannah Arendt, uma das mais importantes pensadoras do século XX, dedicou-se aos conceitos humanitários. Acerca da obra por ela deixada, o ex-chanceler usou como exemplo “Nós, os refugiados”, livro publicado em 1943, ocasião em que a filósofa alemã tratou esses cidadãos como pessoas descolocadas do mundo que perderam a familiaridade, suas ocupações e a confiança de ter alguma utilidade no mundo: “Essa destruição do ser humano ocorre até hoje, levando-se em conta a massa de refugiados existentes no sistema internacional”, alertou. 

Coube a Dulce Mara Critelli falar da compreensão do ser humano como parâmetro de perdas essenciais para sua convivência. “Quando a pessoa é perseguida e privada de reconhecimentos, ela começa a se tornar supérflua, deixando de ter um lugar no mundo. É importante frisar que nada pode retirar do homem seu direito à humanidade”, expôs.

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