OAB SP alinha-se com a Nação em luto pela perda do Museu Nacional

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03/09/2018

Parte expressiva da nossa história, reunida em 200 anos de acervo e que deveria estar conservada e preservada entre as paredes do Museu Nacional, instalado em prédio histórico no Rio de Janeiro, foi tristemente consumida pelo incêndio que destruiu a instituição criada por dom João VI. As labaredas registradas por horas, desde que o fogo teve início, levou importante parcela dos mais de 20 milhões de itens ali reunidos ao longo dos anos. Trata-se, mais uma vez, do dramático retrato do descaso com que a cultura, a ciência e a educação vêm sendo tratadas pelo poder público no nosso país.

A Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil alinha-se e solidariza-se com todos os brasileiros e brasileiras, que manifestam incrédulos o desalento em ver perdido algo tão significativo e precioso para a memória de uma Nação. A falta de apreço que se percebe, independentemente das causas do incêndio, torna inaceitável que não se tenha investido em mecanismos capazes de proteger um acervo de tal relevância.

Administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Museu vinha sofrendo com o congelamento de investimentos em cultura e ciência e no desrespeito à nossa história que se verificam no Brasil. A OAB SP, junto com a sociedade em geral, registra sua consternação diante da perda de documentos centenários, obras artísticas, áudios, vídeos, mobiliário de época, trabalhos científicos e estudos sobre a flora, fauna, além de fósseis de valor não só para o país, mas também para toda a humanidade. Foram-se, em algumas poucas horas, décadas de dedicação à catalogação e à pesquisa, além do legado para as gerações que virão.

Em nome de sua atuação como guardiã da cidadania, a OAB dirige apelo para que a apuração das responsabilidades seja célere a exigir respeito à nossa cultura e à nossa memória.

Marcos da Costa
Presidente da OAB SP