Advogada presa injustamente será desagravada pela OAB SP

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15/12/2016

Advogada presa injustamente será desagravada pela OAB SP
Alessandra Andrade dos Santos, advogada desagravada, na sessão do Conselho da OAB SP

O Conselho Secional Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil aprovou, por aclamação, proposta do presidente Marcos da Costa de realização de ato de desagravo em favor advogada Alessandra Andrade Muller dos Santos, vítima de prisão decorrente de erro de homonímia. No dia 22 de novembro, com a deflagração da Operação Ethos, foi expedido mandado de prisão cujo alvo seria outra profissional com residência na capital. A confusão de nomes envolveu delegados, promotor de Justiça e juiz criminal, e levou à prisão da advogada da região de Cafelândia, 415 quilômetros distante de São Paulo.

No relatório, elaborado pelo presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas, Cid Vieira de Souza Filho, constam ainda a apreensão de equipamentos de informática da advogada e a prisão em cela comum, enquanto o Estatuto da Advocacia prevê o uso de sala do Estado Maior para recolher advogados antes de sentença transitada em julgado. “Mesmo noticiado o engano, fui atingida na minha rotina e no trabalho. Há clientes e pessoas da cidade que ainda se questionam: “será que ela não é mesmo da facção criminosa?” Vai levar um tempo para me recuperar e o apoio da OAB SP tem sido essencial”, contou Alessandra Andrade Muller dos Santos, agradecendo ao Conselho Secional pelo desagravo aprovado. O conselheiro secional Tayon Soffener Berlanga fará a leitura do desagravo, cuja data e local serão determinados.

O presidente da OAB SP, Marcos da Costa, destacou a atuação dos presidentes das subseções de Lins, Alexsandro Tadeu Januario de Oliveira, onde Alessandra  Muller foi presa, e de Cafelândia, Roberto Fernando Gotti, onde ela é inscrita, e dos membros do Conselho Regional de Prerrogativas e da Coordenadoria Regional de Prerrogativas da 10ª Região, presididos por Igor Terraz Pinto e Émerson de Oliveira Longhi, respectivamente, que agiram de forma imediata em defesa da advogada.

A votação do pedido de desagravo foi acompanhada pelo membro da Primeira Turma Julgadora do Conselho de Prerrogativas, Paulo Sérgio Leite Fernandes, para quem a advogada é “merecedora supina” da manifestação da OAB SP. O advogado colabora com a entidade desta maneira desde 2001, tendo sido membro da Comissão de Direitos e Prerrogativas nas gestões e 1975-1977 e 1981-1983.