OAB SP promove palestra sobre autoritarismo político

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18/04/2018

OAB SP promove palestra sobre autoritarismo político
A partir da esquerda: Guilherme Stolle Paixão e Casarões, palestrante; Rodrigo Medina Zagni, palestrante; Fábio Romeu Canton Filho, vice-presidente da OAB SP; Martim de Almeida Sampaio; coordenador da Comissão de Direitos Humanos; Louise Araujo, integrante da Comissão OAB Vai à Faculdade e Antonio Baptista Gonçalves, presidente da Comissão de Criminologia e Vitimologia, na palestra O Recrudescimento do Autoritarismo Político no Mundo e as Violações aos Direitos Humanos

A Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil, por intermédio de suas Comissões de Criminologia e Vitimologia, Direitos Humanos e OAB vai à Faculdade, juntamente com seus respectivos dirigentes Antonio Baptista Gonçalves, Martim de Almeida Sampaio e Louise de Araújo, promoveu (12/04) a palestra “O recrudescimento do autoritarismo político no mundo e as violações aos direitos humanos”.

O vice-presidente da OAB SP, Fábio Romeu Canton Filho, que representou o presidente Marcos da Costa na abertura dos trabalhos, lembrou aos presentes que os eventos promovidos pela OAB SP possuem caráter assistencial, pois os palestrantes doam o seu tempo e conhecimento para os participantes e interessados.

O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Rodrigo Medina Zagni, foi o primeiro expositor a se apresentar e fez um recorte comparativo descrevendo as semelhanças entre dois períodos históricos – 1929 e 2008 – em que as Bolsas de Valores mundiais tiveram enormes perdas. Em seus argumentos, o professor defendeu que nos últimos dez anos vêm crescendo, em todo o mundo, manifestações políticas e ideológicas muito radicais semelhantes às ocorridas no início do século XX, que favoreceram o surgimento regimes autoritários, como o fascismo e o nazismo. Para ele, o crescimento do pensamento extremista é uma grave ameaça ao cumprimento dos direitos humanos.

Em seguida, Guilherme Stoller Paixão e Casarões, doutor em ciências políticas pela USP, abordou um conteúdo mais contemporâneo e dividiu a sua fala em três etapas: na primeira, apresentou quatro teses a respeito da atualidade das relações internacionais; na segunda, tratou sobre quatro possíveis perspectivas sobre o futuro. Terminou comentando sobre o atual momento político e econômico pelo qual passa o Brasil, fazendo um comparativo com as etapas anteriores.

Para finalizar, Martim Sampaio disse que a discussão sobre o assunto se dá em momento pertinente devido às recentes violações dos direitos fundamentais da pessoa humana, que acontece em várias partes do Brasil e do mundo. Para o presidente da Comissão de Criminologia e Vitimologia, Antonio Gonçalves, vivemos em tempos de conflitos políticos, de legitimação e de autoridade. Esse cenário, num mundo globalizado, provoca insegurança em todas as áreas impossibilitando o diálogo.

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