E- 1.145


ADVOGADO "AUDITOR JURÍDICO" - INEXISTÊNCIA DE TAL FIGURA, ENQUANTO VERDADEIRO "CENSOR", COM AUTONOMIA PARA FISCALIZAR ATITUDES E TRABALHOS PROFISSIONAIS DE OUTRO COLEGA CONSTITUIDO
Sendo o advogado livre e responsável na orientação e condução técnica de causa, tal interferência fere os deveres de solidariedade e confraternidade que unem a classe. "Na escolha dos meios jurídicos e na condução de seu trabalho profissional, o advogado nunca deve permitir que haja tutela direta ou indireta do cliente, DE TERCEIRO ou do magistrado" (PAULO LUIZ LOBO NETO). O advogado não deve se pronunciar sobre caso que saiba entregue ao patrocínio de outro advogado, sem conhecer os fundamentos da opinião, ou da atitude, do mesmo advogado e na presença dele, ou com seu prévio e expresso consentimento (CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL, SEÇÃO II, inc. I, letra "c"). Inteligência do art. 133 da Constituição Federal, artigos 6o., artigo 7o., inc. I e 18 da Lei no. 8.906/94 e artigo 87, inc. XIV, letra "a" da revogada Lei no. 4.215/63.
Proc. E- 1.145 - V.U. Relator Dr. José Urbano Prates - Revisor Dr. Benedito Edison Trama -Presidente Dr. Modesto Carvalhosa.